A Autoestima e o Olhar dos Outros

Por: Ryath
É engraçado, mas a gente se veste bem, faz musculação, arruma o cabelo, quer que os outros gostem da gente, procura ser legal… tudo isso para que possamos nos sentir bem conosco mesmos, pois muitas vezes nos baseamos no olhar dos outros como medida de valor.
Acabamos não nos sentindo bem quando nos percebemos feios, chatos ou inadequados.
Claro que é importante sermos legais, fazermos exercícios e nos sentirmos bem conosco mesmos, pois tudo isso resulta em coisas boas para a nossa vida.
Não estou ensinando que devemos ser chatos, feios ou deixar de cuidar de nós, nem que não devemos nos sentir bem conosco mesmos. O ponto principal é que esse valor, essa medida que usamos para avaliar quem somos, nossas qualidades e coisas boas, precisa vir mais de nós do que dos outros.
Para isso, é importante nos valorizarmos, enxergarmos o que temos de bom dentro de nós, gostarmos de nós mesmos e reconhecermos nossas qualidades. Podemos — e devemos — ser legais com os outros, bondosos, nos arrumar, praticar exercícios, mas, sobretudo — e isso é o mais importante de tudo — precisamos aprender a valorizar aquilo que somos de bom por dentro.
Quando nos valorizamos por nós mesmos, passamos a precisar menos da aceitação e da validação externa, e isso não nos torna chatos, feios ou antissociais.
Muita gente acha que os iluminados, aqueles que atingiram o Nirvana, a santidade ou a ascensão, por serem destituídos de vaidade, são desarrumados, desleixados ou pessoas difíceis, como se não se importassem com nada disso. Porém, é justamente o contrário: são seres amáveis, de presença agradável, que as pessoas gostam muito. Eles se arrumam como qualquer outra pessoa ao sair, convivem normalmente e vivem com simplicidade interior (não exterior) e equilíbrio.
Essas são reflexões importantes de se fazer e compartilhar.
Um iluminado, por exemplo, não sofre por ficar careca, mas também não anda rasgado ou nu pela rua.

 

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