A Salvação de Jesus

Por: Ryath
Em muitos meios evangélicos e espíritas é divulgado que a salvação ensinada por Jesus não dependia de uma opção religiosa específica, mas sim de seguir o bem e o amor, pois nos salvaremos pelo nosso próprio coração.
A salvação é vista como o céu, o lugar para onde vamos quando morremos, mas também pode ser entendida como santidade, iluminação, ascensão, nirvana ou maestria espiritual.
O fato é que, no caminho cristão, existem essas duas perspectivas: ser bom para alcançar uma boa vida após a morte e, ao mesmo tempo, desenvolver-se espiritualmente. Quando nos tornamos muito bons e espiritualizados, o resultado disso é aquilo que chamamos de iluminação, santidade, nirvana ou ascensão, ou seja, seja qual for o nome que cada filosofia ou religião dê a esse estado.
Isso é algo totalmente possível, se trabalharmos corretamente para alcançar esse objetivo. Existem caminhos mais radicais e sacrificados, assim como caminhos mais equilibrados e naturais para se chegar a isso.
Eu não acredito que seja necessário radicalismo, muito menos causar sofrimento a si mesmo ou levar uma vida de clausura para atingir esse estado. É possível caminhar por meio do desenvolvimento interior e daquilo que muitas pessoas chamam de Lei de Atração. Aqui no site temos várias práticas voltadas para isso, em nossas seções:
Práticas Espirituais
Autoconhecimento
Treinando para a Ascensão
Mas, para conseguir resultados, não se pode ser preguiçoso. É necessário praticar e se orientar com constância. O resultado disso é uma mudança de vida para melhor e um aumento da felicidade, que se manifesta nos bons sentimentos — as coisas boas que sentimos — que passam a crescer em intensidade e duração.
É difundido no catolicismo — e muitas vertentes evangélicas também absorveram essa ideia — que Jesus morreu para que as pessoas pudessem se batizar e, através da mudança de crença, alcançar uma vida melhor no mundo espiritual após a morte.
Mas, se pensarmos em termos de justiça divina, o mais lógico é que cada pessoa responda apenas pelo mal que praticou, e não que sofra eternamente no inferno.
Ou seja, sofrer apenas o que causou aos outros, pelo tempo equivalente ao sofrimento causado. Depois disso, o sofrimento termina.
Se o que realmente nos salva é o nosso coração — ou seja, praticar o bem e não o mal — então Jesus não morreu para mudarmos de crença, mas para mudarmos nossas ações.
Para deixarmos as más ações e praticarmos as boas.
Muitas vezes se cultua muito a morte de Jesus, mas isso nem sempre é bem esclarecido nas religiões. Se ele morreu para que não sofrêssemos, então não faz sentido ficarmos constantemente revivendo o sofrimento dele e, assim, também gerarmos sofrimento em nós mesmos.
A morte de Jesus deve servir para nos conscientizar a tomar boas ações na vida, seguir o caminho do bem e cultivar um bom coração.
E esse coração pode se desenvolver cada vez mais, alcançando até mesmo estados como santidade, iluminação, ascensão ou nirvana.
Isso é o que realmente importa.
Jesus, em seu amor, deu a vida por isso.
Fiquem com luz.
Seres de luz.
Sigam sempre o bem.

 

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