As Insatisfações e Sofrimentos da Vida

Por: Ryath
O que o Budismo chama de “sofrimento” não é uma palavra muito bem traduzida. Na verdade, significa mais “insatisfação”.
Mas este texto não é só para budistas, é para todos, porque fala das insatisfações e dos sofrimentos da vida em geral. Muitas vezes, a insatisfação acaba gerando sofrimento.
Certa vez, uma monja budista disse que, quando estamos desempregados, sofremos e ficamos insatisfeitos por não ter trabalho. Mas, quando conseguimos um emprego, passamos a ter outros tipos de insatisfação e problemas que fazem parte da vida de quem trabalha. Claro que, na maioria das vezes, é melhor estar empregado do que desempregado.
Ela também dizia que, quando não temos um relacionamento amoroso, sofremos por estarmos sozinhos. Mas, quando estamos com alguém, surgem outros tipos de insatisfações e dificuldades próprias de um relacionamento. Mesmo assim, se houver amor, estar com alguém é muito melhor do que estar sozinho, pois o amor traz felicidade.
O mesmo acontece com quem deseja ter filhos. A pessoa sofre por não ter um filho, mas quando tem, passa a lidar com novas preocupações e desafios que um filho traz.
Ou seja, parece que não existe uma fuga completa: a insatisfação e o sofrimento sempre aparecem, mesmo quando conseguimos aquilo que desejamos.
Por isso, segundo os ensinamentos espirituais, a verdadeira felicidade sem insatisfação só é alcançada através da iluminação. Isso significa ampliar o amor, os bons sentimentos, a consciência e o autoconhecimento a níveis muito altos. Quando fazemos isso, passamos a viver de forma mais leve e em paz.
O Budismo, assim como outras tradições espirituais, oferece caminhos para essa iluminação, que também pode ser chamada de Nirvana, Ascensão espiritual ou simplesmente despertar da consciência.

 

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