A Verdadeira Natureza da Mente para o Zen

Por: Ryath
A verdadeira natureza da mente, para o Zen Budismo, é uma mente iluminada. Ela possui a característica de ser destituída de uma identidade fixa ou permanente, pois somos fluxo e estamos em constante mudança o tempo todo. Além disso, ela é conectada a toda a existência, a tudo o que existe, o que constitui o estado místico da mente.
Aqui destacamos duas características da verdadeira mente: uma é o fluxo e a outra é o aspecto místico.
Nosso apego ao nosso eu não nos permite enxergar que somos fluxo e que estamos em constante mudança. Desejamos ser fixos, principalmente em relação ao que gostamos e valorizamos.
A boa notícia é que, seguindo o caminho da luz, a mudança que temos para nós mesmos é sempre para melhor, no sentido de nos aperfeiçoarmos.
A verdadeira natureza da mente é desprendida do ego, o que faz com que ela se conecte ao todo, a tudo o que existe, e isso é o misticismo.
O ego não nos permite perceber nossa conexão com o todo, nem sentir essa presença ou vivenciá-la.
O todo é a soma de todas as vidas e da existência de tudo.
No estado místico, ligados ao todo, nos sentimos plenos, em experiências de êxtase místico.
A superação da barreira do ego para atingirmos a vivência do todo é conquistada pouco a pouco, à medida que vamos nos autoconhecendo.
Esse estado místico da mente não é descrito apenas no Zen Budismo, mas também em diversas filosofias místicas, como o Cristianismo Místico, o Taoísmo, o Sufismo, o Budismo Esotérico e o próprio Zen. Segundo alguns, também aparece na Cabala Judaica, embora muitos ensinem que essa Cabala, na verdade, faz o contrário, em vez de nos ligar ao Todo.
Em outras doutrinas, essa ligação com o Todo é entendida como ligação com Deus.
Um eu fixo, ou uma mente provida de ego, é uma mente ilusória.
O Budismo e a Psicologia Analítica nos ensinam que o ego é uma ilusão.
Estar ligado ao Todo nos leva a vivenciar outras consciências além de nós mesmos, e essas informações podem ser usadas para ajudarmos os outros. Como isso é uma característica iluminada, são os seres que realmente desejam ajudar os outros que de fato a possuem.
Quebrando a barreira do ego, vivenciamos mais do que apenas a nós mesmos; vamos além do eu.
Assim, nos desapegamos do eu e vamos além dele, mas isso é conseguido por meio do autoconhecimento e nos leva a uma espécie de paraíso interior. Poucas pessoas buscam isso, e o Budismo é um caminho para conseguirmos alcançar esse estado, assim como outras doutrinas que nos conduzem à iluminação.
Quando atingimos a integração com o todo, o que acontece é que acabamos com nossa necessidade de reencarnação, não precisando mais voltar à carne, embora possamos fazê-lo para ajudar os outros.
Seres integrados ao todo são mencionados pelo Budismo, assim como também existem em outras doutrinas, como São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, Santo Agostinho, Lao-Tsé, entre outros, seres que nos ensinam como é a mística.
O Budismo não é uma doutrina que exclui as outras da realidade, como fazem muitas religiões. Seus ensinamentos se adequam ao todo, pois, se não fosse assim, não se trataria de abordar a realidade, já que a realidade é o todo como ele é.
Doutrinas assim são humildes, pois não se colocam como melhores do que as outras e as levam em consideração.
Uma outra religião que também possui essa característica é a Umbanda.
Aqui no site temos técnicas própria para conseguimos a iluminação espiritual, o estado de união com o todo.

 

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