Culpar a Deus e o Porquê do Sofrimento

Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Existe uma tendência em algumas pessoas, inclusive dentro do Budismo, de não acreditarem em Deus ou não o verem com simpatia, pois, se Ele existe, acabam culpando-O pelo sofrimento que existe na realidade.
Na verdade, as pessoas estão culpando o Ser errado pelo sofrimento, pois, como o próprio Budismo ensina, o sofrimento é uma questão de karma, ou seja, consequência de nossas próprias ações.
O Espiritualismo nos ensina que nascemos em um mundo mais evoluído e, por algum motivo, nos corrompemos e viemos para o planeta Terra, que é um mundo de provas e aprendizados.
Em algum momento cometemos erros e, em vez de assumirmos a responsabilidade, acabamos culpando a Deus por eles.
Deus nos deu o livre-arbítrio, mas muitas vezes não o usamos bem, e depois colocamos a culpa n’Ele.
Claro que não é bom ficarmos nos sentindo culpados o tempo todo. É importante sermos compreensivos conosco, mas sempre valorizando a luz e trilhando o caminho do bem e do amor, para não repetirmos os mesmos erros do passado, seja nesta vida ou em outras.
Não é fácil lidar com nossos erros antigos, mas isso não é motivo para nos culparmos nem para culparmos a Deus. O melhor caminho é seguir a luz, fazer o bem e buscar a felicidade.
Não estamos aqui para sofrer, mas para aprender e ser felizes. Por isso, a receita é simples: seguir o caminho da luz, do amor e do bem.
Culpar a Deus pelo sofrimento é algo injusto, pois Ele não causou nossa dor. Nós é que usamos mal o presente que Ele nos deu, que é o livre-arbítrio.
Portanto, não se culpem demais, e muito menos culpem o nosso Pai, o nosso Criador.
O Budismo fala muito sobre o sofrimento, e muitas pessoas acabam focando apenas nisso, buscando um culpado para a existência dele.
Mas não é para nos amargurarmos com os erros do passado, e sim aprender com eles e seguir o caminho da luz.
No final das contas, nossos erros também ajudam no nosso crescimento e nos fazem ser quem somos hoje.
O sofrimento existe porque tudo na vida tem o seu oposto: para existir a luz, existe a escuridão; para existir o prazer, existe a dor; para existir o bem, existe o mal.
Não pode existir uma coisa sem que exista o seu contrário. Isso é ensinado pelo Budismo, pelo Taoísmo e por muitas outras doutrinas.
O que nos cabe é aprender com o lado ruim da vida e escolher viver no lado bom.
Fiquem com a luz.
Seres de luz.
Sempre e eternamente com luz.

 

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