Deus, o Amor e Não Pensar em Si

Por: Ryath
Estava conversando com o Senhor da Luz Prateada ontem, e ele trouxe algumas informações interessantes. Ele disse:
— Deus não pensa em si mesmo.
No Zen Budismo, trabalha-se para esquecer de si mesmo, e isso pode ser assustador para a maioria das pessoas.
Perguntei ao Senhor da Luz Prateada se isso era aquela ideia de esquecermos de nós mesmos, e ele respondeu:
— O ensinamento de Deus é amar os outros como a nós mesmos.
Esse ensinamento foi transmitido por Jesus, que não é Deus.
Acho interessante perceber que as religiões geralmente trabalham para a nossa evolução espiritual. E está escrito na Bíblia que somente Deus é perfeito.
Nós vamos nos aperfeiçoar pela eternidade. Esse também é um ensinamento dado pelo Senhor da Luz Prateada: vamos nos tornar cada vez mais parecidos com Deus, sem jamais sermos iguais a Ele.
Se Deus não pensa em si mesmo e o Zen nos ensina a não pensarmos em nós mesmos, então essa é uma característica que surge com uma grande elevação espiritual. Evoluir é tornar-se cada vez mais parecido com Deus.
Certa vez escrevi em um texto que é mais fácil sabermos o que Deus é para nós, mas não sabemos o que Ele é para si mesmo. Mas, se esse Ser não pensa em si, talvez aí esteja a resposta.
Deus nos ama como ninguém.
Deus ama igualmente a todos, seja Hitler ou seja Jesus. Todos são seus filhos, e Ele não faz distinção. Nós é que fazemos comparações.
Comparamos uns com os outros para nos sentirmos melhores, seja por nossa espiritualidade, por habilidades ou por posses. Mas, na ausência do ego, nada disso existe.
É importante nos amarmos, isso está nos ensinamentos, mas sem fazer comparações com ninguém.
Valorizar a si mesmo também é importante, mas, novamente, sem comparações.
Comparação é ego.
Existe algo que Deus e os seres elevados fazem: vibrar amor o tempo todo. E isso é algo muito bom. Mesmo não pensando em si mesmos, os benefícios disso são extraordinários.
Quanto mais elevados nos tornamos, mais sentimentos positivos e intensos experimentamos, e por mais tempo. Podemos chegar à plenitude e ao êxtase, e ainda assim continuar evoluindo, sem parar de melhorar.
Há quem se preocupe com a possibilidade de um dia deixar de amar as pessoas. Mas não é isso que acontece com Deus, que é perfeito e representa a própria espiritualidade.
É justamente isso que a espiritualidade traz: um amor que só cresce e se expande cada vez mais.

 

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