Īśvara e os Mistérios do Universo

Por: Ryath (Inspirado por Senhor da Luz Prateada)
No Vedanta existe o conceito de um ser do qual somos uma parte, e que é responsável por tudo existir. Esse ser é o que chamamos de Deus aqui no Ocidente.
No Vedanta, chamamos esse ser de Īśvara ou Brahman. Segundo essa filosofia, esse ser faz tudo existir, sem que nada interfira em sua própria existência.
Īśvara ou Brahman sustentam toda a existência, da qual nós damos nomes e criamos conceitos. Porém, Deus e a criação são o que são; somos nós que tentamos entendê-los.
A realidade é aquilo que ela é, e nós, com nossos conceitos, teorias, ciência e filosofia, tentamos compreender o que existe. No entanto, esses conceitos podem estar errados em pequena parte, em grande parte ou até completamente.
Por exemplo, muitos cientistas conceituam que o Sol um dia irá se apagar. Essas são concepções que a ciência construiu com base nas explicações que possui atualmente. Porém, segundo algumas informações mediúnicas que recebemos, o Sol seria eterno, e o hidrogênio, que se acredita que um dia acabará, não se esgotaria.
Como poderia existir hidrogênio por milhares de anos? E como o Sol não se apagaria em poucos milhares de anos?
A explicação recebida é que o Sol seria uma manifestação divina e, por isso, não se extinguiria.
Muitas pessoas acreditam que as estrelas, como o Sol, nascem e morrem. Diz-se que nascem em berçários estelares e morrem em buracos negros. Porém, segundo essa interpretação espiritual, isso não seria exatamente nascimento e morte, mas sim uma passagem dessas estrelas para outras dimensões.
O buraco negro seria chamado assim apenas porque não conseguimos enxergar essas outras dimensões. Elas existem dentro do próprio universo, assim como os espíritos, que podem estar ao nosso lado sem que os vejamos, pois se encontram em outro plano ou dimensão.
No universo, tudo depende de Īśvara, mas Īśvara não depende de nada.
Tudo é feito com a substância divina, com o próprio Īśvara.
Nós somos feitos de uma parte do eterno e, por isso, também somos eternos. Assim, seguimos existindo pelos lugares criados por Īśvara, atravessando a eternidade. Porém, com nossa evolução espiritual, mudamos os lugares onde existimos ao longo do tempo, sempre melhorando e nos tornando cada vez mais felizes.
Īśvara, como ensina também o Espiritismo, pode ser compreendido como a inteligência responsável pela existência de todas as coisas.
Īśvara cria, mantém, renova, põe ordem, equilibra, une, transforma e concede conhecimento a tudo no seu devido tempo, sempre respeitando o livre-arbítrio de cada ser.
Essas ações podem se manifestar através de aspectos ou expressões de Īśvara que são chamados de deuses, como Shiva, Ganesha, Brahma, entre outros; ou ainda Ogum, Oxalá, Oxum, Iemanjá; ou também Thoth, Ísis, Osíris, entre muitos outros nomes presentes em diferentes tradições.
Mas cada ser precisa lidar com a ordem do universo, que se manifesta nas consequências de nossas ações. Essas consequências podem nos levar à evolução pela dor ou pelo amor.

 

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