Jung e a Alquimia – A Transmutação da Psique

Por: Ryath
Jung via, na alquimia, símbolos da transformação pessoal, do processo que ele chamava de individuação, que é o autoconhecimento — aquilo que nos permite transmutar a nós mesmos.
Para Jung, os alquimistas não buscavam apenas a transformação dos metais, mas também a transformação de si mesmos por meio do autoconhecimento.
A transformação do chumbo em ouro, para Jung, era também a representação da mudança de pensamentos e emoções negativos (chumbo) em sabedoria e equilíbrio (ouro).
Eu acrescentaria que a transformação do chumbo em ouro também representa a aquisição do amor. Uma das representações espirituais do ouro é o amor.
Amor é equilíbrio. O amor equilibra.
O processo de transformação consiste em enxergar conteúdos que antes não víamos sobre nós mesmos, mas que estão dentro de nós, em uma região oculta: o inconsciente.
É a transformação do inconsciente em consciente.
A alquimia é uma linguagem simbólica que nos ajuda a compreender o inconsciente.
Para Jung, os elementos físicos — terra, fogo, água e ar — estudados na alquimia representam estados da psique humana, ou seja, aquilo que somos por dentro.
Sendo assim, a alquimia foi muito importante para Jung, pois serviu de base para o desenvolvimento de sua Psicologia Analítica, também chamada de Junguiana.
Se observarmos a obra de Jung, veremos que os símbolos, os arquétipos e o autoconhecimento presentes no espiritualismo remetem profundamente à consciência humana, fazendo parte da psique; por isso, trata-se de um campo de estudo.
Jung via a consciência humana como objeto de investigação científica, que engloba aspectos religiosos, espirituais e também alquímicos.
Os símbolos alquímicos foram identificados por Jung na psique de seus analisados, o que o levou a se dedicar a esse estudo com interesse psicológico e investigativo da mente humana.
Jung buscava decodificar os símbolos e as experiências da alquimia, encontrando semelhanças entre essa tradição e as religiões orientais, que também tiveram forte impacto em sua psicologia.
A alquimia, para Jung, representa símbolos de transformação, indicando um caminho contínuo de mudança rumo à realização da totalidade do ser.
O autoconhecimento é contínuo, é eterno, e estamos sempre nos aprimorando, tornando-nos mais sábios, equilibrados e amorosos. Consequentemente, aprendemos a lidar cada vez melhor com a vida e, assim, a sermos felizes.
Aqui surge novamente o ouro como representação do amor, que, em níveis mais elevados, é plenitude, e, em níveis ainda mais elevados, é êxtase.
Quanto mais nos transformamos por meio do autoconhecimento, mais amamos — e é por isso que vale a pena seguir um caminho de autotransmutação.
Aqui no site, em nossa seção de práticas, temos diversos exercícios para o autoconhecimento, assim como, em nossa seção de autoconhecimento, diversas orientações para esse caminho.
O grande objetivo é que alcancemos um autoconhecimento profundo e nos tornemos plenos — ou ainda mais: em êxtase.
Fiquem com luz.
Seres de luz.

 

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