Jung, o Misticismo e o Inconsciente Coletivo

Por: Ryath
O inconsciente é a parte da mente que não é consciente, ou seja, aquilo que não sabemos e não percebemos que faz parte de nós, como memórias, percepções, pensamentos e imaginações reprimidas.
O inconsciente coletivo é uma parte da mente humana que também não é consciente e que é compartilhada por toda a humanidade. Nele estão experiências da história humana ancestral, que se manifestam por meio de símbolos, mitos e arquétipos.
Para Jung, o misticismo é a experiência e a interpretação dos conteúdos do inconsciente coletivo (símbolos, mitos e arquétipos).
Nas experiências místicas, as pessoas acessam conteúdos de seus inconscientes. Isso ocorre por meio de rituais, formas simbólicas e mitológicas que buscam proporcionar uma experiência com o universo.
Para Jung, o misticismo é uma forma de se conectar com o inconsciente coletivo.
As experiências místicas são um mergulho nesse inconsciente.
É interessante notar que as experiências místicas nos levam para além de nós mesmos, fazendo com que nos sintamos integrados a tudo. Nossa consciência pode experimentar outras consciências além de nós mesmos, e até mesmo o inconsciente deixa a esfera pessoal e passa a vivenciar o coletivo.
Ir além de si mesmo é transcender o ego e alcançar uma realidade mais profunda de si mesmo, que, segundo Jung, é ao mesmo tempo individual e universal (o coletivo).
Essas experiências são curadoras e saudáveis.
Existem pessoas que pensam que o misticismo é uma loucura ou algo ruim, mas, na verdade, ele pode ser algo muito benéfico, construtivo e capaz de conectar o ser humano consigo mesmo, além de ajudá-lo a transcender o ego, como já dissemos.
Dentro de diversas religiões existem vertentes místicas, como o misticismo cristão, o Zen Budismo, o Sufismo, o Taoísmo, a Umbanda, a Yoga e muitas outras. Todas elas buscam essa transcendência do ego ou a expansão da consciência em nível universal, onde a pessoa se sente integrada a tudo, o que é interpretado, em muitas dessas tradições, como a unificação com Deus.
Quando atingimos uma vivência mística, deixamos de perceber separação entre nós e os outros, ou entre nós e o todo. Assim, entramos na dimensão do coletivo.
Jung dizia que a alma saiu de Deus e que ela clama por retornar a Ele, o que a leva ao autoconhecimento, ou, como ele chamava, à individuação.
O autoconhecimento é o que nos faz entrar no coletivo, o que pode ser chamado de iluminação, ou o que o Cristianismo chama de santidade, o Budismo chama de Nirvana, a Yoga chama de Samadhi, o Hinduísmo chama de Moksha, e o que a Umbanda e o Esoterismo chamam de Ascensão.
Todas essas expressões se referem a entrar em uma realidade do coletivo. Filósofos como Plotino diziam que, quando isso acontece, entramos em sentimentos de plenitude e êxtase, algo profundamente positivo e que faz tudo valer muito a pena.
Aqui no site ensinamos caminhos para nos tornarmos iluminados, e possuímos textos e práticas para isso, buscando alcançar plenitude e êxtase constantes em nossa vida. Porém, cabe a você decidir trilhar esse caminho e realizar as ações necessárias para alcançar isso.

 

Quem somos - Contato