O Material e o Espiritual para Platão

Por: Ryath
O filósofo Platão ensinava que a realidade pode ser entendida em dois níveis: o mundo material e o mundo espiritual.
Para Platão, o mundo espiritual é superior ao mundo material. Ele acreditava que a realidade espiritual é eterna, perfeita e imutável. Já o mundo material é imperfeito, mutável e passageiro.
Ou seja, tudo o que existe no mundo físico muda com o tempo: as coisas nascem, crescem, envelhecem e morrem Já a realidade espiritual, segundo Platão, não muda e é permanente.
Podemos imaginar essas duas realidades como dois aspectos diferentes da existência.
Platão ensinava que a alma pertence ao mundo espiritual, mas vive temporariamente dentro de um corpo físico. Esse período vai do nascimento até a morte.
Assim, a alma, que é imortal, habita por um tempo um corpo material, que é limitado e mortal.
Segundo Platão, a alma vive no corpo para aprender, desenvolver virtudes e aumentar o amor. Durante a vida, ela aprende a amar, a desenvolver sabedoria e a agir com justiça.
Esse processo de aprendizado pode acontecer ao longo de várias vidas, por isso Plat
Ao ensinava a reencarnação. Com o tempo, a alma vai se aperfeiçoando cada vez mais.
Quando a alma alcança um grande nível de desenvolvimento, ela pode deixar o ciclo de reencarnações e viver definitivamente no mundo espiritual superior.
Platão chamava esse mundo perfeito de Theory of Forms, também conhecido como Mundo das Ideias. Nesse mundo estariam as formas perfeitas de tudo o que existe.
Para Platão, a alma tem uma natureza divina. O processo de evolução da alma acontece através do autoconhecimento. Quanto mais a pessoa se conhece por dentro, mais ela se desenvolve espiritualmente.
O mestre de Platão, Socrates, chamava essa parte interior do ser humano de psyché ou psique, que significa alma ou mente.
A palavra Psicologia vem exatamente dessa ideia: psique ou psyché (alma ou mente) + logia (estudo). Portanto, psicologia significa o estudo daquilo que existe dentro de nós.
Para Sócrates e Platão, conhecer a alma era algo muito importante, pois ela representava o que somos em nossa essência.
Platão também associava o mundo espiritual ao bem e à justiça. Quanto mais uma pessoa busca a bondade, a verdade e a justiça, mais ela se aproxima da realidade espiritual.
Séculos depois, o psicólogo Carl Gustav Jung estudou diferentes tipos de personalidade. Ele observou que algumas pessoas são mais voltadas para o pensamento lógico, enquanto outras são mais ligadas aos sentimentos.
Pessoas mais emocionais costumam valorizar sentimentos. Já pessoas mais racionais tendem a ser mais frias e analisar mais as situações de forma lógica.
Os sentimentos estão muito ligados ao amor, à bondade e ao senso de justiça. Por isso, muitas tradições espirituais associam o desenvolvimento emocional ao crescimento espiritual.
Na tradição cristã, por exemplo, Jesus Cristo chamava as pessoas que praticavam o bem de justas.
Uma pessoa muito evoluída espiritualmente tem uma grande capacidade de amar e sentir compaixão pelos outros.
Quando a alma atinge um nível muito elevado de desenvolvimento, ela experimenta estados profundos de paz, alegria e plenitude.
Um filósofo que desenvolveu essas ideias foi Plotino, seguidor da tradição platônica e fundador do Neoplatonismo.
Plotino falava muito sobre experiências espirituais profundas, que ele descrevia como estados de êxtase e plenitude. Essas experiências fazem parte do que chamamos de misticismo, quando a consciência da pessoa se expande e ela sente uma forte união com o divino.
Para Plotino, o desenvolvimento espiritual leva a uma expansão da consciência e dos sentimentos, aproximando o ser humano da realidade divina.

 

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