O Espiritismo, a Psicologia Transpessoal e a Ciência

Por: Ryath
O Espiritismo de Kardec no passado e a Psicologia Transpessoal hoje sofrem rejeição de muitos profissionais, mesmo existindo pesquisas e resultados importantes. Isso acontece porque, após toda a perseguição que a ciência sofreu durante a Inquisição na Idade Média, formou-se uma mentalidade científica anti-religiosa. Essa postura foi sendo transmitida de geração em geração, de cientista para cientista, criando preconceitos baseados em mágoa e revolta.
Essa visão científica rígida ensina que só é real aquilo que pode ser medido e visto, descartando sentimentos, espiritualidade e subjetividade. De certo modo, esse pensamento se parece com o egoísmo, que é falta de espiritualidade: valoriza apenas a mente e o material, ignorando o emocional e o espiritual. Assim, essa mentalidade passou a ser tratada como uma “verdade absoluta”, ignorando tudo o que não pudesse ser explicado por ela — inclusive pesquisas que mostram evidências de fenômenos espirituais. Esse pensamento influenciou filósofos, cientistas, psicólogos e até a organização de países.
O problema é que essa postura negou o valor do indivíduo, da espiritualidade e da experiência interior. Com o tempo, isso levou a ideias pessimistas, ao niilismo e ao desprezo por tudo o que lembrasse fé ou metafísica. Foi uma reação exagerada aos abusos da religião no passado.
Mesmo assim, surgiram movimentos que buscaram abrir espaço para uma visão mais completa do ser humano. No século XIX apareceu o Espiritismo, trazendo a ideia de que razão e espiritualidade podem andar juntas. No século XX surgiu a Psicologia Transpessoal, que estuda experiências de expansão da consciência, como regressão de memória, projeção da consciência e outros fenômenos.
Não sou espírita, nem acredito que o Espiritismo detenha a verdade absoluta, mas Allan Kardec — codificador da religião espírita — foi um cientista inicialmente cético que realizou pesquisas e concluiu que o espiritual existe.
A resistência continua, mas novas descobertas na física, na biologia e em outras áreas já mostram que o antigo pensamento científico não explica tudo. Ainda enfrentaremos críticas e zombarias, mas a busca por uma compreensão mais profunda do ser humano e da espiritualidade seguirá adiante.

 

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