Por: Ryath
(Texto inspirado e intuído espiritualmente, mas também pesquisado fisicamente, no mundo material)
Ogum e Iansã são os Orixás da Lei, das ações e das reações.
A Lei é uma qualidade de Deus, e nós somos criados à Sua imagem e semelhança, como está escrito na Bíblia. Assim, também temos a capacidade de agir e de colocar ordem; portanto, temos Ogum e Iansã dentro de nós.
Os Orixás irradiam suas qualidades em tudo o que existe. Ogum e Iansã criam a energia relacionada às ações e reações em toda a existência. Nós absorvemos essas qualidades através dos cordões energéticos que saem de nossos chakras; capturamos essa energia e a manifestamos no mundo quando fazemos qualquer coisa relacionada à Lei.
A Lei Divina é uma qualidade de Deus, de Ogum e de Iansã, e é responsável pela ordem e pela ação no universo em todos os sentidos.
Ela é a força que ordena os átomos, as moléculas, os planetas, a natureza etc.
Ela não trata apenas de punir quem tenha transgredido a Lei ou de recompensar quem faz o bem.
A Lei e a Justiça terrenas são áreas humanas que nasceram a partir da Lei e da Justiça Divinas.
São áreas que procuram garantir nossos direitos e nossa segurança.
Existem pessoas que dizem que a Justiça e a Lei têm que ser divinas e não humanas, que Justiça e Lei só podem ser de Deus. Isso é equivalente àquela conhecida história:
Havia um homem se afogando no mar, e ele pediu para Deus salvá-lo.
Então apareceu um bote para resgatá-lo, e ele disse:
— Não precisa me salvar, Deus vai me salvar.
Depois apareceu um navio que veio em seu socorro, e ele disse:
— Não precisa me salvar, Deus vai me salvar.
Então apareceu um avião querendo salvá-lo, e ele também recusou, esperando que Deus viesse diretamente.
Assim, ele morreu e foi para o céu. Lá disse para Deus:
— Poxa, Deus, eu fiquei esperando você me salvar, e você não me salvou.
Então Deus respondeu:
— Eu mandei um bote, um navio e um avião para salvá-lo.
A mesma coisa acontece com a Lei e a Justiça. Nós queremos a proteção de Deus, e uma das formas dessa proteção é justamente por meio da Lei e da Justiça.
Isso é tão verdadeiro que algumas pessoas nascem com vocação para trabalhar nessas áreas, e isso pode ser entendido como uma determinação divina.
São pessoas que nasceram com uma influência maior dessa qualidade divina da Lei ou da Justiça.
Assim como é na área humana, também é na divina, pois a área humana surgiu a partir da divina. Portanto, é a Justiça que orienta a Lei.
Na formação dos elementos, é a justiça que determina quais moléculas devem se juntar, formando sólidos, gases, líquidos etc., e é a Lei que ordena para onde devem ir. Ambas trabalham em conjunto.
Orixá Ancestral é aquele que, na geração da vida feita por Deus — e não pelos pais —, rege os seres pela eternidade. Assim, as características recebidas são eternas no aspecto positivo, na espiritualidade.
Já os Orixás de Frente ou Adjuntos podem mudar de vida para vida.
Quando um homem é criado sob a influência ancestral de Ogum e é espiritualizado, ele é protetor, capaz de dar a vida para salvar alguém (uma qualidade muito bonita), não abandona um amigo quando este precisa de ajuda, é forte no amparo aos seus semelhantes e é leal.
Quando uma mulher é criada sob a influência ancestral de Iansã e é espiritualizada, ela é alegre, amorosa, companheira, leal, risonha, cativante, envolvente, decidida, ágil no pensamento e nas palavras, ousada, objetiva e lutadora.
Quando um ser masculino tem a influência ancestral de Ogum e não é espiritualizado, suas características podem ser: insensibilidade, intolerância, rigidez, possessividade, rigor excessivo, tendência a conflitos e postura implacável.
Quando uma mulher é criada sob a influência de Iansã e não é espiritualizada, ela pode ser brava, falante, impaciente, briguenta, intolerante, explosiva e pouco inclinada ao perdão.
Como características gerais, os homens que são criados sob a influência de Ogum tendem a ser irredutíveis e muito impositivos.
As mulheres sob a influência de Iansã, em termos gerais, são emotivas e podem se revoltar com quem não se submete à sua vontade.
Nas mitologias, essa qualidade da Lei Masculina Divina aparece representada por divindades como: Indra (hindu), Vayu (hindu), Vishnu (hindu), Ganesha (hindu), Ogum (africano), Ares (grego), Kalki (hindu), Kartikeya (hindu), Tvashtri (hindu), Odin (nórdico), Lugh (celta), Gushkin-Bea, Peanigara, Resheph (sírio), Zababa (sumério), Ninurta (sumério), Liu Pei (chinês), Kwan Kun (chinês), Marishiten (japonês) e Huitzilopochtli (asteca).
Nas mitologias, essa qualidade da Lei Feminina Divina aparece representada por divindades como: Themis (grega), Atena (grega), Astréia (grega), Nike (grega), Iansã (africana), Bellona (romana), Justitia (romana), Maat (egípcia), Anat (egípcia), Durga (hindu), Indrani (hindu), Valquírias (nórdicas), Maeve (celta), Nahelenia (celta), Irnini (suméria), Inanna (suméria), Andrasta (celta), Mah (capadócia), Daena (mesopotâmica), Rauni (finlandesa) e Perkune Tetê (eslava).
Assim, eram as formas como diferentes religiões e civilizações apresentavam Ogum e Iansã, mas com outros nomes, humanizações e mitologias.
Muda a mitologia, a forma de humanização e o nome, mas a energia é a mesma: Ogum e Iansã.




