Por: Ryath
(Texto inspirado e intuído espiritualmente, mas também pesquisado fisicamente, no mundo material)
Oxalá e Oiá são os Orixás da fé.
A fé é uma qualidade de Deus, e nós somos criados à Sua imagem e semelhança, como está escrito na Bíblia. Assim, também temos a capacidade de acreditar; portanto, temos Oxalá e Oiá dentro de nós.
Os Orixás irradiam suas qualidades em tudo o que existe. Oxalá e Oiá emanam a energia relacionada à fé em toda a existência. Nós absorvemos essas qualidades através dos cordões energéticos que saem de nossos chakras; capturamos essa energia e a manifestamos no mundo quando fazemos qualquer coisa relacionada à crença.
Muitas pessoas podem pensar que a fé é a qualidade divina menos utilizada em comparação com outras, como, por exemplo, o conhecimento, o amor, a justiça (que rege o equilíbrio e a razão), a lei (que rege todas as ações e reações) etc. Porém, não é assim: lidamos constantemente com a fé, e ela é responsável por muito do que atraímos para nossa vida.
A fé rege a chamada lei da atração.
É preciso entender que não atraímos algo apenas pela força de vontade, mas principalmente pela fé.
Muitas pessoas podem pensar que o que rege suas vidas é apenas o karma, o merecimento ou a necessidade de aprendizado, mas, na verdade, tudo isso está interligado.
Muitas vezes não conseguimos ter algo porque não possuímos a fé necessária para atrair o que desejamos. Isso pode ocorrer porque passamos por algo na vida que abalou essa fé, e esse fato pode ter relação com o karma.
Por meio do autoconhecimento, podemos eliminar esse resíduo negativo que ficou dessa vivência e recuperar a fé necessária para atrair aquilo que desejamos. Nesse caso, essa experiência também representa uma necessidade de aprendizado.
Muitas vezes não conseguimos o que queremos por causa de inseguranças das quais nem temos consciência. O autoconhecimento ajuda a eliminar essas inseguranças. Devemos lembrar que a maioria de nossos conteúdos mentais é inconsciente.
O despertar da consciência traz conteúdos inconscientes para a consciência.
Na mitologia africana, na criação do universo, primeiro veio Oxalá, divindade da fé, e começou a criar o mundo. Depois veio Iemanjá, divindade da geração, e também começou a participar da criação.
Não se sabe ao certo se antes ou depois de Oxalá veio Exu e criou o vazio, para depois preencher esse vazio com a criação.
Isso indica que a fé também possui uma energia geradora, e que a lei da atração cria acontecimentos e oportunidades para nossa vida.
Cada qualidade divina rege determinadas áreas humanas, e a fé rege a área da religião ou aquilo que lida com o espiritual. Assim, as pessoas que nascem sob a influência dessa força muitas vezes têm vocação para atuar nessas áreas.
É importante dizer que toda área humana é regida por uma força divina, mas é na área espiritual que geralmente tomamos mais consciência disso.
Todas as áreas vêm de Deus, não apenas a da religião.
Geralmente se pensa que apenas as pessoas mais evoluídas são ligadas à religião, mas isso não é necessariamente verdade. Pessoas de todos os níveis evolutivos podem nascer sob a influência divina da fé, até mesmo indivíduos com grande desequilíbrio espiritual. Ainda assim, podem se interessar pela religião ou pela área espiritual.
Dependendo do caso, existem pessoas que se ligam à crença por serem mais espiritualizadas, mas também é muito comum que isso aconteça por terem nascido sob a influência da força que rege a fé.
Também é importante lembrar que frequentar uma religião não significa necessariamente que a pessoa seja boa.
A religião pode trazer autoconhecimento, assim como o estudo da espiritualidade.
Diversas pessoas que frequentam nossos sites nasceram sob essa influência da fé, pois gostam do espiritual e buscam aprender mais sobre ele.
Oiá, também chamada de Logunã em algumas tradições, é associada ao tempo.
O tempo é algo extraordinário, pois é nele que todas as ações acontecem.
As ações geram reações, e até mesmo o karma possui um tempo para se manifestar e se encerrar.
Quem rege as ações e reações são os Orixás Ogum e Oro Iná, sendo que Logunã também pode atuar na aplicação da lei juntamente com Ogum em situações relacionadas ao desvirtuamento da religião.
Ela atua sobre a negatividade daqueles que deturpam a religião, com o intuito de que se equilibrem e corrijam seus caminhos.
Logunã não atua apenas no aspecto negativo, mas também no positivo, estimulando a fé e a religiosidade dos seres, emanando energias positivas, assim como Oxalá.
O tempo possui um aspecto profundamente misterioso e espiritual.
Nas mitologias, a qualidade divina da fé masculina aparece representada por divindades como: Apolo (grego), Hélios (grego), Brahma (hindu), Rá (egípcio), Oxalá (africano), Varuna (hindu), Surya (hindu), Khnum (egípcio), Brán (celta), Nusku (sumério), Utu (sumério), Shemesh (hebraica), Dagda (celta), Inti (inca), Kinich Ahau (maia) e Baldur (nórdico).
As divindades femininas associadas à fé incluem: Andrômeda (grega), Horas (gregas), Oiá (africana), Nornas (nórdicas), Rodjenice, Eós, Moiras, Normes, Tara (hindu), Nut (egípcia), Shait (egípcia), Arianrhod (celta), Mora (eslava), Menat (árabe), Tanith (cartaginesa), Nicnevin (escocesa) e Mena.
Assim eram as formas como diferentes religiões e civilizações apresentavam Oxalá e Oiá, com outros nomes, humanizações e mitologias.
Muda a mitologia, a forma de humanização e o nome, mas a energia é a mesma: Oxalá e Oiá.
Orixá Ancestral é aquele que, na geração da vida feita por Deus — e não pelos pais —, rege os seres pela eternidade. Assim, as características recebidas são eternas no aspecto positivo, na espiritualidade.
Já os Orixás de Frente ou Adjuntos podem mudar de vida para vida.
Quando os homens são espiritualizados e são criados sob a influência de Oxalá como Orixá Ancestral, tendem a ser amorosos, alegres, compenetrados, emocionam-se facilmente, compadecem-se com a dor do outro, acreditam nas pessoas e são persistentes.
Quando as mulheres são espiritualizadas e são criadas sob a influência ancestral de Oiá, tendem a ser simpáticas, discretas, silenciosas, observadoras, amigas, conselheiras, emotivas — embora muitas vezes não demonstrem suas emoções —, lutadoras e sinceras.
Os homens que são criados sob a influência de Oxalá, mas manifestam esse arquétipo de forma negativa, podem se tornar briguentos, frios, ranzinzas, perigosos, agressivos e vaidosos.
As mulheres que manifestam negativamente a influência de Oiá podem se tornar retraídas, ciumentas, possessivas, evasivas, descrentes, desconfiadas, pouco inclinadas ao perdão e extremamente frias em seus relacionamentos.
Assim eram as formas como as religiões e civilizações apresentavam Oxalá e Oiá, com outros nomes, humanizações e mitologias.
Muda a mitologia, a forma de humanização e o nome, mas a energia é a mesma: Oxalá e Oiá.




