O Vajra e o Gantha, os Símbolos do Budismo Esotérico

Por: Ryath
O Vajra é um símbolo do budismo esotérico, cuja vertente também é chamada de Vajrayana.
O Vajra é um símbolo e também um instrumento ritual, utilizado por monges, lamas e sacerdotes. Ele auxilia na meditação, muitas vezes em conjunto com um sino chamado Gantha, que é outro símbolo do Vajrayana.
O Gantha representa a bem-aventurança, enquanto o Vajra simboliza a percepção da vacuidade.
A vacuidade é um conceito místico do budismo, compartilhado principalmente pelo Zen e pelo Vajrayana. Trata-se da compreensão de uma consciência interligada, na qual tudo depende de tudo e tudo está conectado.
Você faz parte de tudo, e tudo faz parte de você.
No budismo, ensina-se que nada existe por si só, pois tudo depende de tudo para existir. A união de tudo constitui a vida, que reúne todas as vidas existentes.
Em experiências de meditação, ou ao atingir o Nirvana, a pessoa alcança essa consciência do todo e percebe que faz parte de tudo, assim como tudo faz parte dela.
Para atingirmos o Nirvana, é necessário alcançar essa consciência de unidade, que podemos chamar de misticismo.
O Vajra também simboliza a realidade inquebrável de todas as coisas.
Como essa natureza é indestrutível, ela é comparada a algo muito forte, como um raio ou um diamante.
O raio representa a força que rompe a escuridão e a ilusão da ignorância, trazendo luz.
O diamante simboliza aquilo que é puro e inquebrável.
O Vajra nos ensina que a natureza da realidade é indestrutível, eterna e indivisível, e que todos fazemos parte dessa unidade, que é a união de todas as vidas.
A vida é infinita e eterna.
A realidade é aquilo que verdadeiramente existe, e não a ilusão.
O Vajra também representa a invencibilidade do espírito e sua capacidade de transmutar desafios, obstáculos e a ignorância. Esse processo está ligado ao autoconhecimento, que nos conduz ao Nirvana e à consciência do todo.
O Gantha representa a sabedoria e o princípio feminino do corpo de Buda.
O Vajra representa o princípio masculino, e ambos podem ser utilizados juntos.
O Gantha promove a paz, a serenidade e a purificação dos ambientes. Ele desperta sentimentos de felicidade, amor e bem-estar, que conduzem à busca pela iluminação.
O que nos leva a buscar a iluminação é justamente isso: o que há de bom dentro de nós.
O que importa é o que está dentro, como dizem os sábios.
O Gantha ilumina o caminho e desfaz as ilusões.
O som do sino representa a fala de Buda.
O sino, em si, representa a mente de Buda, a mente iluminada.
O Gantha e o Vajra representam a sabedoria e a compaixão, pois a compreensão da vacuidade desperta a compaixão, que inclui empatia, amor e generosidade.
O som do sino, do Gantha, é utilizado em meditações para criar um estado de paz e serenidade e também em rituais, funcionando como um purificador de ambientes.
O som do Gantha nos faz entrar em contato com nossa realidade íntima, produzindo consciência.

 

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