Por: Ricardo Chioro
(Parte deste texto é canalizada dos Mestres Ascensos)
Esses dois filmes não tiveram o sucesso esperado. Thor 1 é considerado, geralmente, até hoje (final de 2014), um dos piores filmes que a Marvel fez, apesar de o estúdio ter produzido alguns dos melhores filmes da década.
Lanterna Verde (de 2009), por sua vez, também é considerado um fracasso, tanto que não teve continuação; será feito outro filme, mas que não dará sequência direta a esse.
Esses dois filmes têm como tema central a mesma coisa: a transformação do indivíduo.
Thor trata da perda da arrogância, da inconsequência, da imaturidade e da insensibilidade, enquanto Lanterna Verde aborda o reconhecimento dos próprios medos e o desenvolvimento da coragem. Essas transformações são adquiridas por meio do autoconhecimento.
Para entender a beleza desses filmes, é preciso passar por um bom processo de autoconhecimento nesta mesma vida — ter vivido essa experiência, apreciado e passado por uma transformação significativa.
Vale ressaltar, para que fique bem claro, que precisamos vivenciar isso nesta vida. Em outras vidas, não lembramos do que passamos; portanto, como compreender a beleza de algo que não está acessível à nossa mente?
O que podemos aprender com isso é que poucas pessoas passam por um bom processo de autoconhecimento na fase atual do planeta Terra. Esse é um dado preocupante, pois o autoconhecimento é extremamente importante e melhora muito a nossa vida.
É claro que as pessoas podem gostar ou não desses filmes por outros motivos, já que o ser humano é muito diverso. Além disso, o nosso estado emocional influencia bastante a forma como percebemos um filme. No entanto, o que geralmente faz com que as pessoas gostem dessas histórias é a transformação psicológica apresentada.
Nos filmes, a transformação salvou Thor e o Lanterna Verde. Na vida real, ela também pode salvar a sua — de coisas que você talvez nem imagine que existam.
Busque seu autoconhecimento.
Pouca gente gostou desses filmes. Ainda assim, é interessante notar que os executivos que analisaram a história e autorizaram sua produção gostaram dela e a consideraram boa; caso contrário, não teriam aprovado um investimento tão alto sem expectativa de retorno. Essa é, afinal, a função deles. E, principalmente, os autores envolvidos na criação da história compreenderam ainda mais profundamente essa ideia.
Essas são pessoas muito ricas ou envolvidas com grandes quantias de dinheiro. Podemos pensar, por mitos relacionados ao dinheiro e à evolução espiritual, que elas têm pouca espiritualidade. Porém, todos eles valorizaram a ideia de transformação — e há uma lição nisso: pessoas ricas também podem ter espiritualidade.
O dinheiro é um estado de ter, diferente da espiritualidade, que é um estado de ser.
Mitos religiosos podem nos levar a acreditar que pessoas ricas não são espiritualizadas.





