A Ciência dos Orixás por Trás de Tudo

Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Os Orixás são a ciência que se encontra por trás de tudo; por isso, é importante estudá-los.
Deus, em seu primeiro ato de criação, dividiu-se em 64 Orixás, ou divindades, e depois se refez, pois é onipotente.
Muitos desses 64 Orixás não são conhecidos; apenas alguns são mais presentes na realização religiosa e mágica dentro do mundo material terrestre, não somente nas religiões que cultuam as deidades africanas, mas em todas as religiões. Cada uma delas, com nomes diferentes — como divindades, santos, anjos, mestres ou Budas —, cultua as mesmas forças espirituais, mas com nomes e representações distintas.
Cada religião possui seu simbolismo e sua linguagem, que guardam os segredos espirituais.
A Umbanda fala muito das entidades espirituais, mas não tanto dos Orixás ou divindades, que estão por trás de tudo, inclusive dos nomes dos espíritos que se apresentam na religião umbandista. Esses nomes mostram qual é a atuação espiritual de cada alma manifestada, com nomes simbólicos como Caboclo Tupinambá, Pena Branca, Sete Flechas, Sete Penas etc.
Vamos a um exemplo: a flecha simboliza Oxóssi; assim, o nome designa uma entidade que trabalha na irradiação desse Orixá, que atua no conhecimento.
Se não me engano, “pena” também simboliza Oxóssi; assim, o Caboclo Pena Branca é uma entidade que trabalha na irradiação de Oxóssi com Oxalá, sendo este último o Orixá da fé.
Mas, voltando à criação divina, a importância de estudarmos os Orixás está no fato de que Deus criou esses 64 Orixás como partes de si mesmo; somadas, elas representam a totalidade divina. Cada uma possui uma irradiação própria, responsável pela criação de toda a realidade.
Toda a realidade surgiu desses 64 Orixás.
Primeiro, Deus criou o vazio, que corresponde ao Orixá Exu; depois vieram os outros Orixás, que passaram a irradiar suas energias na criação, formando-a, organizando-a, mantendo-a e renovando-a com tudo o que existe nela.
No aspecto da fé, Deus criou Oxalá e Oiá (ou Logunã), que atuam no domínio religioso, curador, criador (Lei de Atração), espiritualista, acelerador etc.
No aspecto do amor, Deus criou Oxum e Oxumarê, que unem tudo o que existe, desde átomos e moléculas até forças como a gravidade, trazendo alegria, conforto e bons sentimentos.
No aspecto do conhecimento, Deus gerou Oxóssi e Obá, que nos concedem o dom da memória e da intelectualidade.
No aspecto da justiça, Deus gerou Xangô e Egunitá, que equilibram tudo no universo e o administram; por isso, essa deidade é associada a Zeus, na Grécia Antiga, como administrador do mundo.
A justiça nos dá o dom da razão, do julgamento e do raciocínio.
Na Lei, Deus criou Ogum e Iansã, que atuam na ação e no retorno dela em toda a realidade, colocando ordem em tudo no universo.
Na evolução, Deus criou Obaluaiê e Nanã, que são deidades do progresso de tudo o que existe e realizam o processo da sabedoria em nosso interior.
Na criação, Deus fez Yemanjá e Omulu, que são Orixás criadores e nos concedem o dom da criatividade.
Aqui apresentamos 15 Orixás, além de Exu; desses, 14 estão organizados em pares, representando duas expressões de cada qualidade divina, sendo que alguns atuam na construção e outros na desconstrução, quando essa qualidade é mal utilizada ou não é mais necessária.
Temos também outro Orixá conhecido, Pomba Gira, que rege os desejos, sendo igualmente uma parte de Deus.
Assim, cada Orixá possui uma função, assim como cada entidade espiritual é especializada em determinados tipos de ação, aprendidos em escolas espirituais, correspondendo à manifestação das qualidades dos Orixás.
Por exemplo, o Guardião Senhor da Luz Prateada é um guardião cujo nome remete à luz da lua. Cada corpo celeste representa um Orixá, e a Lua representa Yemanjá, Orixá da criação.
A Lua reflete a luz prateada, uma luz de espelho, que ilumina a noite escura; isso simboliza a criação de uma visão em que a pessoa passa a se ver a si mesma, como em um espelho, algo que antes não possuía. Essa visão pode ser aprofundada por Obaluaiê, Orixá do progresso.
Assim, essa entidade possui uma função de autoconhecimento, além de atuar como protetor espiritual.
O Guardião João Caveira trabalha nos cemitérios, na irradiação de Omulu, que atua no fim dos ciclos que não são mais úteis ou positivos, representado pela decomposição.
A própria decomposição é uma faceta de Omulu dentro da realidade criada por Deus.
A alma é eterna, mas o corpo não.
Omulu também faz parte dos processos de renovação de que o mundo precisa.
Tudo no universo que realiza uma ação expressa uma qualidade de um Orixá, pois foi assim que Deus estruturou o mundo.
Logo, cada Orixá contém qualidades de Deus, e tudo o que é realizado expressa essas qualidades divinas. Assim, fomos criados à imagem e semelhança d’Ele, assim como tudo o que existe.
Pessoas que trabalham com marketing ou como artistas, por exemplo, atuam na criação, estando na irradiação de Yemanjá; já profissões ligadas à decomposição, como coveiros ou trabalhadores da coleta e reciclagem, relacionam-se a Omulu.
Uma mãe que gera um corpo para uma alma reencarnar está realizando o trabalho de Yemanjá.
Soldados que mantêm a ordem trabalham na irradiação de Ogum, assim como atletas e motoristas, que atuam na ação.
Professores e cientistas trabalham com o conhecimento; religiosos, com a fé; e assim sucessivamente.
Tudo, inclusive nós mesmos, está relacionado às ações dos Orixás. Assim como é o macro, é o micro.
Assim como cada célula tem uma função, pessoas, espíritos e divindades também têm a sua — e isso só é possível porque Deus criou tudo a partir do que já existia n’Ele.
Só existe o que existe.
Fiquem com luz.
Seres de luz.

 

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