A Consciência Humana desde a Psicologia Cientifica, a Astrologia, a Religiões e a Psicologias Espiritualistas – Autoconhecimento, Reencarnação e Energias
Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho e Senhor da Luz Prateada)
1 – A Psicanálise de Freud
Freud, que era ateu, dizia que, quando a pessoa nasce, ela é uma tábua rasa, ou um papel em branco, ou seja, que não possui nenhum conteúdo em sua mente ou consciência, e que tudo começaria a partir daí.
2 – A Psicologia Analítica de Jung
Jung, em seus estudos, ensinava algo diferente: que os seres humanos já nascem com tendências e aptidões que não podem ser adquiridas ao longo da vida, pois não foram formadas durante a existência atual da pessoa.
3 – Astrologia
Assim que nascemos, recebemos signos tanto do horóscopo ocidental quanto do oriental, além de outras influências sobre a personalidade de acordo com a data do nascimento.
4 – Umbanda
A Umbanda ensina, cada tradição com sua própria linguagem, que desde o nascimento recebemos determinadas influências. Segundo essa visão, temos um Orixá que rege nossa personalidade permanentemente, enquanto outros podem mudar de vida em vida.
Também se ensina que cada signo do horóscopo corresponde a um Orixá, tanto no sistema ocidental quanto no oriental. O signo de Leão, por exemplo, corresponderia a Oxalá.
A Umbanda também afirma que nascemos trazendo influências de outras vidas, pois acredita em karma e reencarnação.
5 – Terapia de Vidas Passadas
Diversas religiões acreditam em karma e reencarnação. De acordo com a Terapia de Vidas Passadas, nossas outras existências influenciam a vida atual, e traumas vividos em outras vidas podem manifestar-se nesta, sendo tratados e curados por meio da recordação dessas experiências através da hipnose.
Pesquisas científicas em Terapia de Vidas Passadas indicariam que as áreas cerebrais relacionadas à memória são ativadas durante o processo, e não as áreas ligadas à imaginação.
O cérebro ainda é um grande mistério para a ciência, mas revelações espirituais afirmam que o cérebro não é a mente nem a consciência; ele apenas capta a mente e a consciência.
Nessa perspectiva, os mentores espirituais do paciente mostrariam suas outras encarnações, com o auxílio do terapeuta.
Muitas pessoas têm grande curiosidade em experimentar esse tipo de terapia.
6 – Psicologia Transpessoal
A Psicologia Transpessoal estuda os estados alterados e expandidos de consciência, nos quais a mente parece ir além de si mesma, percebendo outros seres vivos ou sentindo-se integrada à totalidade da vida existente no universo.
Jung e diversos outros estudiosos da Psicologia investigaram essas experiências. Trata-se de uma abordagem apresentada como científica, e não religiosa.
Historicamente, considera-se o Behaviorismo como a primeira grande corrente da Psicologia, a Psicanálise como a segunda, o Humanismo como a terceira e a Psicologia Transpessoal como a quarta.
Os estados de expansão da consciência podem ocorrer por meio de práticas como a meditação, orações prolongadas e concentradas, entre outras.
Segundo essa visão, as ondas mentais seriam mensuráveis e possuiriam energia. A Física Quântica é interpretada como afirmando que tudo é energia, inclusive os pensamentos.
Como a matéria não deixaria de existir, apenas se transformaria, conclui-se que, sendo as ondas mentais energia, aquilo que as produz também seria. Assim, se a energia é eterna, a consciência também o seria.
7 – Psicologia Espírita
A Psicologia Espírita é apresentada como uma integração entre conhecimentos da Psicologia Analítica de Jung, da Psicologia Transpessoal e dos conceitos espirituais, energéticos e morais do Espiritismo.
Tanto a Psicologia quanto o Espiritismo buscariam promover o autoconhecimento.
As abordagens de Jung e da Psicologia Transpessoal não são espíritas, mas teriam sido incorporadas pelo Espiritismo em sua compreensão do ser humano.
Allan Kardec, codificador do Espiritismo, é descrito como um pesquisador cético e ateu que passou a estudar fenômenos espirituais e os considerou comprovados. Por isso, muitos espíritas veem a ciência como uma aliada, e não como uma inimiga.
8 – A Psicologia Oriental
A acupuntura é apresentada como uma forma de Psicologia Oriental, assim como o Budismo.
A acupuntura seria capaz de auxiliar no tratamento de diversos problemas psicológicos, como insônia, depressão e traumas, além de promover benefícios físicos.
Ela consiste na aplicação de agulhas em pontos energéticos do corpo, associados aos chamados chakras secundários.
O Budismo também é considerado uma psicologia por utilizar técnicas de meditação, atenção plena e desenvolvimento da consciência.
Existe ainda a psicoterapia budista, representada por profissionais como Bel Cesar, conhecida por seu trabalho com autoestima e com pacientes em fase terminal.
Segundo essa visão, o Budismo ensina desapego, impermanência, vida eterna e reencarnação, além de incentivar a prática do bem, da ética e da sabedoria.
O Vedanta, filosofia hindu, também oferece ensinamentos voltados à evolução espiritual.
As tradições orientais enfatizam a meditação, a ética e o autoconhecimento, considerados caminhos de transformação interior.
O Taoismo, religião chinesa, também ensina meditação e técnicas de autoconhecimento, incluindo práticas energéticas como a acupuntura.
A Yoga e o Hinduísmo possuem inúmeras práticas voltadas ao desenvolvimento espiritual, sendo a Índia vista como um lugar de grande magia e mistério.
9 – Psicologia Espiritualista
A Psicologia Espiritualista é apresentada como uma combinação de conhecimentos psicológicos científicos com conceitos espiritualistas, envolvendo reencarnação, karma, dharma, energias e técnicas bioenergéticas.
A bioenergia é entendida como manipulação de energias, e a magia é definida justamente como manipulação de energias. Por isso, essa abordagem pode utilizar e acreditar em práticas consideradas mágicas.
Segundo essa visão, trazemos de outras vidas valores, tendências, qualidades e vícios, embora a forma como os adquirimos permaneça no inconsciente.
Ao encarnar, esquecemos as experiências anteriores, mas continuamos agindo de acordo com elas, mesmo sem lembrá-las conscientemente.
Também se ensina que obsessores espirituais não podem causar qualquer coisa contra nós, mas podem intensificar sofrimentos, vícios e dores que já existem, provocando males psicológicos. Esses efeitos poderiam ser reduzidos por meio de limpezas energéticas.
Assim, a Psicologia Espiritualista buscaria proporcionar maior alívio e bem-estar.
Outra ideia apresentada é que, na puberdade, a glândula pineal despertaria tendências de outras vidas e aumentaria a influência da dimensão espiritual, favorecendo tanto o interesse pela espiritualidade quanto pela sexualidade. A mediunidade poderia intensificar-se nessa fase.
Essas experiências seriam oportunidades de aprendizado e evolução espiritual, embora também possam trazer confusão e sofrimento.
A Psicologia Espiritualista afirma ainda considerar o aspecto da alma, entendido como nossa essência e personalidade profunda.
Ela procura integrar os campos físico, mental, energético e espiritual, partindo da ideia de que somos seres espirituais vivendo uma experiência física.
O contato com o espiritual é descrito como algo mágico, especial e transformador.
A vida é apresentada como um presente eterno de Deus, e a felicidade não seria um estado final, mas o resultado da evolução espiritual e da vivência do amor.
Segundo essa visão, o amor é a experiência mais agradável e elevada que podemos sentir, tanto nas relações humanas quanto no caminho do autoconhecimento.
O caminho para a iluminação envolveria fé, desprendimento do ego e cultivo dos sentimentos elevados.
O Nirvana, citado anteriormente no contexto da Psicologia Transpessoal, é descrito como um estado de amor gigantesco, alcançável por meio de práticas espirituais e de autoconhecimento.





