Por: Ryath
Plotino (nasceu em 204 e morreu em 270) foi um seguidor da nova escola platônica (escola baseada nos ensinamentos do filósofo Platão).
Plotino foi um místico que ensinava que o Deus cristão vai além de tudo: transcende a morte, a substância e o ser; é infinito e espiritual, criou e mantém tudo o que existe de forma ilimitada.
Para Plotino, Deus é o Uno, e tudo o que existe procede Dele; porém, não conseguimos compreendê-Lo plenamente.
Outra coisa muito interessante na filosofia de Plotino é que Deus se autocriou e transcende a Si mesmo. Ele existe em Si e para Si, tendo toda a liberdade para gerar o que deseja.
À medida que as coisas se distanciam de Deus, vão perdendo a identidade.
O ser, quando se torna menos sentimental, distancia-se de Deus; porém, quando aumenta suas emoções positivas, torna-se cada vez mais próximo do Criador e também se aproxima da felicidade. Com isso, torna-se cada vez mais autêntico, mais ele mesmo.
O ser que está distante de Deus vê apenas o próprio lado, é egoísta, não se doa e não se importa com o bem.
Em primeiro lugar em tudo o que existe está o Uno; em segundo, o Intelecto; em terceiro, a Alma; e, em quarto, o mundo físico, composto de matéria.
A matéria, para Plotino, assim como para Platão, mestre de sua escola, é algo negativo.
Deus está em primeiro lugar, em um patamar superior, enquanto o mundo físico está muito mais abaixo. A matéria, para Plotino, era o não ser e estava privada de todo bem.
A negatividade da matéria se deve ao fato de ela estar privada do bem, pois não possui positividade.
No início, a alma cria a matéria e, em seguida, dá forma a ela e a ilumina.
Segundo a filosofia que apresentamos neste site, o mundo é criado e formado pela alma.
A consciência é a capacidade de encontrar o conhecimento dentro de si mesmo; assim, encontram-se as mais altas revelações e suas origens, que é o Uno.
A busca pelo conhecimento consiste em voltar-se para si mesmo, para o interior. Isso nos aproxima de Deus e nos leva até Ele.
Para Plotino, para que ocorra esse caminho que conduz ao Criador, devemos nos tornar independentes da identidade corporal e adquirir sabedoria, consciência, equilíbrio nos desejos, coragem e justiça. Para isso, são necessários amor, música e filosofia.
Na Antiguidade, Sócrates e Platão ensinavam o autoconhecimento e as virtudes morais citadas no parágrafo anterior.
Plotino ensinava que a beleza deve ser buscada junto ao caminho do bem. A alma só enxergará a beleza se ela própria for bela.
Ensinar o caminho é mostrá-lo, mas cada um vê aquilo que deseja ver.
Assim, diversos conhecimentos que temos hoje no misticismo, no esoterismo e nas religiões já vinham sendo trabalhados pelos filósofos da Antiguidade. Eles prepararam o terreno para esse conhecimento. Os conceitos que temos hoje também podem sofrer mudanças no futuro e servir de preparação para o amanhã.
A mudança não significa que tudo seja inverdade, longe disso; porém, o ser humano pode se enganar e trazer conceitos equivocados, tanto bem-intencionados quanto maus.
Existem muitas verdades nas religiões, o que não significa que elas não tenham cometido erros em alguns pontos. Ainda assim, um dia chegaremos à verdade total.





