A Iluminação e a Mística nas Religiões, Filosofias e Psicologia – A Transcendência do Ego

Por: Ryath
A ideia de diversas filosofias e religiões, principalmente orientais, como o Budismo, o Hinduísmo, o Taoísmo e a Yoga, é a de que vivemos em ilusões, e que somente despertando espiritualmente conseguimos sair delas.
No Ocidente antigo, Jesus Cristo — nos evangelhos de Evangelho de Judas, Evangelho de Maria Madalena, Evangelho de Filipe e Evangelho de Tomé —, Platão, Plotino e diversos santos e místicos medievais também comungam da ideia de que o mundo material ou físico é ilusório, enquanto o divino está destituído de ilusões.
De acordo com esses quatro evangelhos ligados aos seguidores de Jesus Cristo, o mundo físico é ilusório, e encontramos a verdade dentro de nós, por meio do autoconhecimento, onde descobrimos o Deus que habita em nosso interior. Santo Agostinho possuía uma filosofia muito semelhante.
Na Psicologia, vivemos com ilusões criadas por nós mesmos, por não sabermos lidar com certos conteúdos mentais e emocionais. Porém, esses conteúdos verdadeiros, que foram mascarados, continuam existindo dentro de nós, no inconsciente, e só conseguimos acessá-los por meio do autoconhecimento.
Na Psicologia Transpessoal também encontramos as chamadas experiências místicas, descritas pelas religiões, que acontecem quando o ego é transcendido. Quando isso ocorre, experimentamos um desapego de nós mesmos.
Apesar disso existir na Psicologia Transpessoal, muitos psicólogos ignoram ou rejeitam essas ideias, negando a iluminação e a transcendência do ego, muitas vezes por influência de pensamentos materialistas aprendidos em determinados ambientes acadêmicos. Existe um grande preconceito, em parte da ciência, contra temas que se aproximam das religiões e filosofias espiritualistas.
O desapego do ego é também o desapego de diversos pecados, como a vaidade, o orgulho, a inveja, a cobiça e outros. Assim, deixamos de viver apenas para satisfazer desejos inferiores e passamos a viver para o bem, para o amor e para aquilo que existe de mais elevado dentro de nós. Dessa forma, passamos a nos importar mais com o bem do outro, mas sem orgulho ou vaidade disso.
O Budismo não fala exatamente de um Deus interno, mas fala de uma luz interior, principalmente no Dzogchen, que possui práticas esotéricas e contemplativas.
O Zen Budismo nos fala sobre não vivermos centrados apenas em nós mesmos, mas também no outro. E, de fato, quando o ego é superado, o ser passa naturalmente a viver mais voltado para o bem.
A eliminação do ego recebe nomes diferentes em várias tradições: iluminação, Nirvana ou Ascensão.
Nirvana e iluminação são termos muito usados no Budismo, enquanto Ascensão e iluminação também aparecem no Cristianismo, principalmente nos evangelhos de Evangelho de Judas, Evangelho de Maria Madalena, Evangelho de Filipe e Evangelho de Tomé.
Esses evangelhos falam de um esvaziamento de si mesmo, equivalente à transcendência do ego e à iluminação. No Cristianismo místico, quando isso acontece, entramos em uma experiência mística em que nos sentimos integrados com tudo, interpretando esse Todo como Deus. O Budismo não faz exatamente essa interpretação, mas também não a nega; apenas não entra nessa questão de maneira teísta.
Esvaziamento de si mesmo é viver para o outro e para o bem que existe em nós, e não viver para o ego. Existem muitos caminhos, como sempre ensina meu mestre, mas todos levam ao mesmo lugar: Deus, ou um estado em que o ego deixa de dominar.
Que possamos encontrar o divino em nós — ou a ausência de ego — e, assim, descobrir o paraíso interior, pois isso é algo profundamente positivo.
As experiências místicas nos levam ao êxtase e à plenitude, e por isso são tão valorizadas.
Em algumas práticas, como a meditação, ou em certos momentos da vida, podemos experimentar essas vivências místicas, que acontecem por um tempo limitado devido à diminuição do ego. Porém, segundo essas tradições, somente na iluminação essa condição se torna permanente.
O que a Psicologia também nos ensina é que essas experiências místicas podem ser muito saudáveis, conduzindo à cura e ao autoconhecimento.
Fiquem com luz
Seres de luz

 

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