Por: Ryath
Para o Budismo, tudo está em constante fluxo e mudança.
Tudo o que nos é bom e agradável, gostaríamos que fosse para sempre.
Gostaríamos de ser sempre jovens, contar com estabilidade financeira na vida e acreditar que estaremos sempre com o par romântico que amamos.
Mas, na vida, não existem garantias, e as mudanças ocorrem.
O resultado é que sofremos quando as coisas boas se vão...
O que podemos fazer quando algo que queremos se vai de nossa vida, para não sofrermos?
Resposta: ter desprendimento.
E o desprendimento é a resposta mais lógica para essa questão, pois não significa que não devemos aproveitar as coisas boas da vida — aquilo que é desejável e que nos faz bem —, mas sim que, se elas se forem, não devemos sofrer com a perda. Isso é desapego.
A ideia de que as coisas nos pertencem causa sofrimento quando as perdemos.
Espiritualidade é amar, e, quanto mais amor temos na vida, melhor ela é; porém, podemos perder um ente amado, assim como bens materiais, empregos, status, beleza, juventude, entre outros.
E o resultado do desprendimento é não sofrer com a perda, nem com a ideia da perda.
Aproveitar o que temos de bom, assim como viver o presente e desfrutá-lo, também são ensinamentos budistas.
Aproveite o amor que sente, as coisas boas da vida e a espiritualidade, e busque o autoconhecimento, aprendendo a conviver com a ideia de término, sem deixar de viver o presente.
O desprendimento é uma conquista da espiritualidade individual, aumenta o progresso em direção à iluminação, é um trabalho interior, uma transformação, e melhora nossa vida no sentido de não sofrermos com a ideia de perda ou com o fim de algo.
A proposta do Budismo é nos acostumarmos com a ideia de impermanência; esse é um caminho para o fim do sofrimento.




