A Importância da Autoestima na Evolução Espiritual

Por: Ryath
Existem muitas coisas que não percebemos e que influenciam nossos comportamentos e defeitos.
O inconsciente é a região da mente da qual não temos consciência, que não percebemos e que não conhecemos. É justamente dele que se originam muitos desses comportamentos e imperfeições.
Aspectos como orgulho, vaidade, inveja, ciúmes, gula, cobiça e muitos outros são causados por elementos que não percebemos em nosso inconsciente. A raiz de grande parte disso é a baixa autoestima, que tentamos compensar por meio do orgulho, buscando uma grandeza ilusória devido à falta de autoconhecimento, ou por meio da vaidade, procurando a aprovação dos outros.
A inveja surge quando desmerecemos aquilo que o outro tem por nos sentirmos inferiores. A gula se manifesta na busca desenfreada por prazer na comida, sem autorreconhecimento. A cobiça nasce do desejo de possuir e exibir mais, tentando suprir uma sensação interna de falta.
Claro que a cobiça envolve muitas outras nuances.
O ciúme aparece quando não nos sentimos suficientes para o outro, o que também está relacionado à falta de autorreconhecimento.
Todos esses defeitos, ou “pecados”, combatidos espiritualmente, não existiriam se nos amássemos e valorizássemos verdadeiramente.
Os pecados e o orgulho prejudicam a evolução espiritual e o autoconhecimento.
No programa Mensagens do Além, no qual faço perguntas a um espírito incorporado em um médium, perguntei a um ser muito elevado, o Senhor da Luz Prateada, como evoluir espiritualmente. Ele respondeu:
— Se amar, se amar e se amar.
Para assistir aos programas Mensagens do Além, veja nossa seção: Mensagens do Além.
Isso porque, se realmente nos amássemos, não teríamos orgulho, vaidade, gula, inveja, ciúmes e outras imperfeições.
Muitas pessoas pensam que ter autoestima é algo errado espiritualmente, quando, na verdade, ela é essencial. Sua falta está na raiz de diversos defeitos profundamente importantes de serem trabalhados para a evolução espiritual.
O autoconhecimento consiste em enxergar tudo o que faz parte dos pecados e de seus mecanismos. Primeiro percebemos o orgulho, a vaidade, a inveja, o ciúme, a gula, a cobiça e outros aspectos semelhantes; depois, com o tempo, vamos identificando suas causas. Esse é um processo de conscientização muito profundo, que realmente leva tempo.
Para combater os pecados e defeitos, precisamos reconhecê-los, compreender seus mecanismos e, acima de tudo, nos amar, amar e amar.
Amar os outros é fácil, mas amar a si mesmo — e amar os inimigos — é muito mais difícil.
Acredito que amar a si mesmo seja até mais difícil do que amar os inimigos.
Precisamos trabalhar tudo isso para crescermos espiritualmente, expandirmos nossos sentimentos positivos e nos sentirmos cada vez melhor, o que é a verdadeira felicidade. Assim, caminhamos rumo à plenitude, ao êxtase e a estados ainda mais elevados de realização interior.

 

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