Akhenaton, a Religião Egípcia, a Umbanda e os Gitanos

Por: Ryath
Segundo esses ensinamentos, o Antigo Egito foi uma das maiores civilizações espirituais da história da humanidade. Seu conhecimento envolvia magia, iniciações, reencarnação, vida após a morte e uma profunda busca pela evolução espiritual.
Um dos personagens mais importantes desse período foi o faraó Akhenaton, que assumiu o trono ainda muito jovem. Durante seu reinado, passou a cultuar principalmente Aton, representado pelo disco solar, considerando-o o único Deus. Seu antigo nome era Amen-Hotep, mas foi alterado para Akhenaton, que significa "O Espírito Atuante de Aton".
Akhenaton fundou a cidade de Akhetaton, dedicada ao culto de Aton, tornando-a, durante um curto período, a capital do Egito. Após sua morte, porém, seu templo foi destruído e sua religião perdeu força.
Segundo essa visão espiritual, o conhecimento desenvolvido no Egito não desapareceu completamente. Grande parte dele continuou viva em outras tradições, como o Budismo, o Taoísmo, o Hinduísmo, a Cabala, o Druidismo e diversas escolas espiritualistas.
Os antigos egípcios acreditavam na reencarnação e ensinavam que a alma evolui por diferentes planos espirituais até alcançar o Nirvana, quando não precisa mais voltar ao mundo físico.
Segundo esse entendimento, muitos espíritos que atingiram essa evolução continuam ajudando a humanidade. Eles trabalham em diferentes religiões e locais espirituais, levando orientação, cura e auxílio às pessoas.
Na Umbanda, muitos desses espíritos fazem parte da Linha do Oriente, que reúne entidades ligadas a diferentes povos orientais e também espíritos que viveram no Antigo Egito. Essas entidades incorporam para aconselhar, ensinar e colaborar com a evolução espiritual das pessoas.
Segundo essa compreensão, existem templos egípcios no Plano Espiritual que permanecem ativos e continuam realizando trabalhos em benefício da humanidade. Muitos desses templos estariam ligados espiritualmente à Umbanda.
Também segundo esses ensinamentos, diversos costumes da Umbanda têm relação com o Antigo Egito, como o uso de roupas brancas em cerimônias, determinados ritos de iniciação, banhos espirituais e outras práticas preservadas ao longo do tempo.
Os gitanos, conhecidos popularmente como ciganos, também possuem importante participação na Umbanda. Segundo essa tradição, sua origem espiritual está ligada a outro planeta, de onde vieram durante antigos processos de migração de almas. Aqueles que alcançaram grande evolução espiritual retornaram ao seu mundo de origem, mas continuam visitando a Terra para ajudar a humanidade.
Segundo esse entendimento, a origem dos gitanos em nosso planeta está ligada ao Antigo Egito. Por isso, muitas entidades dessa linha utilizam símbolos, ensinamentos e elementos da antiga cultura egípcia durante seus trabalhos espirituais.
Essas entidades ensinam que os diferentes nomes dados às divindades variam conforme cada religião. Assim, os deuses do Egito e os Orixás da Umbanda representam, em essência, as mesmas forças divinas, apenas simbolizadas de maneiras diferentes.
A Umbanda também valoriza povos que sofreram preconceito ao longo da história, como Pretos-Velhos, Caboclos, Baianos e Gitanos. Segundo essa compreensão, esses nomes representam não apenas grupos humanos, mas também qualidades espirituais e importantes ensinamentos sobre humildade, sabedoria, amor, coragem e evolução.
O principal ensinamento dessa tradição é que toda religião pode servir como caminho para o crescimento espiritual quando conduz à prática do bem, da humildade, da caridade, da evolução interior e do amor ao próximo.

 

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