O Amor é o que é Elevado – O Cristianismo, o Budismo, a Umbanda e a Psicologia de Jung
Por: Ryath (Inspirado por Senhor da Luz Prateada)
No Budismo, a iluminação é tida como o despertar das ilusões. Quando despertamos das ilusões, é porque não mais necessitamos delas. Nossa mente se torna muito mais verdadeira e incrivelmente feliz, que é o mais importante de tudo.
Existe uma frase de um iluminado amigo meu, o Senhor da Luz Prateada (um nome simbólico), que fala sempre: “A mente mente continuamente, mas só o coração sabe o que é verdade”.
O nome Senhor da Luz Prateada representa a luz da Lua, que ilumina na escuridão e ensina muitas coisas novas que ainda não sabemos, principalmente sobre nós mesmos.
Santo Agostinho, o filósofo, ensina que não é da razão que vem a verdade, mas sim dos sentimentos.
Como ele é um filósofo cristão, o que ele disse foi uma revolução, pois antes se acreditava que a razão e a verdade vinham da mente. Mas não.
Quando uma pessoa se torna iluminada, o que acontece é que ela é levada muito, muito mesmo, pelo seu coração e por seus grandes sentimentos positivos.
Um iluminado é capaz de realizar a ação de morrer pelos outros. É como se fosse um coração com duas pernas e dois braços.
A nossa espiritualidade é vivida em termos de sentimentos.
Quando reencarnamos, o que acontece é que esquecemos tudo o que a mente vivenciou antigamente, inclusive sobre nós mesmos. Mas a pessoa continua sentimental e boa. Assim, podemos perceber o pressuposto do que é ensinado neste texto: a espiritualidade vem do coração, não da mente.
O Senhor da Luz Prateada é um guardião espiritual, um espírito que atua na Umbanda.
Assim, juntamos ensinamentos do Budismo, do Cristianismo e da Umbanda, todos convergindo para um mesmo lugar: o coração, de onde surgem as emoções, a nossa fonte de sentimentos.
Jung, em sua teoria dos tipos psicológicos, disse que existiam dois tipos de pessoas: as emocionais e as mentais.
As pessoas sentimentais são as que gostam dos bons sentimentos, se importam com o que é bom, justo e certo. Já as pessoas mentais não se importam com isso.
As pessoas mentais não gostam das boas emoções; para elas, isso é incômodo.
Achar o amor incômodo é algo muito contrário às religiões, que pregam esse sentimento tão elevado.
O amor são nossos sentimentos elevados, que são gostosos de sentir. Ele possui muitos níveis, e podemos sentir coisas muito gostosas o tempo todo se estivermos iluminados ou se tivermos um par romântico que nos complete.
Ser feliz é isso: é estar bem, e isso tem muitos níveis.
Fique com luz.
Ser de Luz





