Por: Ryath
Ter amor por si mesmo é ter apreço e consideração por quem se é. É admirar-se e ter carinho por si mesmo.
Se admiramos alguém por ser uma boa pessoa, por que não nos admirarmos por também sermos assim?
A questão é que muita gente acha que deve amar os outros, mas não amar a si mesma.
Não é Jesus quem ensina a amar o próximo como a nós mesmos?
Quando amamos a nós mesmos, torna-se muito mais fácil amar os outros e também ser amado por eles.
A falta de amor por si mesmo faz a pessoa se submeter a relacionamentos muito ruins, permitir abusos e aceitar maus-tratos. O que ajuda a transformar essas condutas é o autoconhecimento.
O autoconhecimento tem tudo a ver com o amor, pois trabalha esse sentimento maravilhoso em muitos e muitos aspectos.
O autoconhecimento corrige a repressão ao amor, resolve, por meio da conscientização, os problemas que nos impedem de sentir esse sentimento tão bom, que só conduz ao bem, além de aumentar nossa capacidade de amar.
O amor não é ego, mas o ego muitas vezes é contrário ao amor.
O ego faz você se enganar sobre o amor, confundindo vaidade, orgulho e arrogância com autoestima e amor por si mesmo.
O autoconhecimento corrige esse problema, e isso vale muito a pena para que sejamos mais felizes.
Para desenvolver seu autoconhecimento, dê uma passadinha em nossa seção de práticas espirituais. Temos muitas práticas voltadas para esse objetivo.
Busque a felicidade por meio do autoconhecimento e da convivência com as pessoas que você realmente ama em sua vida.
A pessoa que não se ama possui uma visão equivocada de si mesma, desvalorizando-se, depreciando-se, falando mal de si e, muitas vezes, chegando até a se odiar, em consequência de níveis muito baixos de autoestima.
É preciso admirar-se e gostar de si mesmo, mas sem a influência do ego, pois, nesse caso, já não é amor, e sim vaidade, orgulho, arrogância ou soberba.
As pessoas confundem muito o ego com a autoestima. Acham que um é o outro, quando, na verdade, são coisas opostas, pois a falta de amor por si mesmo pode levar à vaidade, ao orgulho e à arrogância, fazendo-nos sentir atração por essas atitudes, que apenas nos prejudicam.
Autoestima é reconhecer algo de bom em nós mesmos, e esse conhecimento não vai para o ego, mas para o coração.
Valorize a si mesmo e também aos outros. Se você consegue valorizar apenas a si mesmo, mas não os outros, isso pode ser um sinal do ego.
Se você consegue valorizar os outros, mas não consegue valorizar a si mesmo, isso pode ser um sinal de falta de autoestima.
Tenha sentimentos bonitos por si mesmo. Isso não é feio; é bonito.
Colecione lembranças e informações boas sobre si mesmo. Admire-se e admire também os outros, pois aquilo que é bonito merece ser apreciado.
Você possui seus próprios valores. Portanto, admire em si mesmo as características que refletem esses valores e admire também as pessoas que os possuem.
Existem qualidades da luz, como a fidelidade, a bondade, a generosidade, o amor, o perdão, o esforço pelo autoconhecimento e pela luz, entre outras.
Valorize essas qualidades em si mesmo e nos outros. Elas são muito bonitas e representam formas de amor.
No processo de autoconhecimento, vamos perceber de onde vem nossa falta de amor próprio e assumir aquilo que enxergamos em nós mesmos. Isso nos ajudará muito em nossa transformação.
A autoestima é uma área do autoconhecimento que nunca será plenamente desenvolvida se não a trabalharmos.
Muitas pessoas buscam o autoconhecimento, a iluminação, o Nirvana ou a ascensão, que representam níveis muito elevados de crescimento interior. Entretanto, acreditam que não precisam se preocupar com a autoestima. Se não a desenvolverem, deixarão de crescer justamente nesse aspecto do autoconhecimento.
Existe um famoso mestre budista que ensina a não se preocupar com a autoestima. Assim, quem segue esse ensinamento pode acabar deixando de desenvolver esse aspecto do próprio autoconhecimento.
É aí que surge a questão: será que é possível atingir o Nirvana sem trabalhar a autoestima, desenvolvendo apenas outros aspectos?
R: Eu acredito que sim, pois o Nirvana não representa o autoconhecimento completo de si mesmo. Ainda assim, trata-se de uma realização fantástica e muito positiva.
Porém, sem dúvida, considero que seja muito mais fácil atingir o Nirvana trabalhando também a autoestima, pois, ao fazer isso, ocorre um desprendimento do ego, ou seja, do orgulho, da vaidade, da arrogância e da soberba.
Grande parte do ego está ligada à falta de autoestima.
A falta de autoestima faz com que o ego se fortaleça e que nossa mente o busque com mais intensidade, pois tentamos compensar o quanto nos sentimos inferiores procurando formas de superioridade, seja por meio da aparência, o que se manifesta como vaidade; do status, que se manifesta como orgulho; ou da arrogância, que consiste em sentir-se melhor do que os outros.
Esse apego ao ego, gerado pela falta de valorização pessoal, faz com que busquemos ser superiores aos outros e desejemos possuir mais qualidades do que eles, alimentando a vaidade e o orgulho.
Quanto menor a autoestima, maior tende a ser o ego, não por causa do grau de evolução espiritual da pessoa, mas pela necessidade de valorização que todos possuem. Essa necessidade, porém, é muito mais saudável quando essa valorização vem de nós mesmos.
Só conseguimos amenizar o ego quando aprendemos a nos valorizar por nós mesmos, sem nos considerarmos melhores do que ninguém, admirando tanto os outros quanto a nós mesmos.
Nunca devemos nos comparar com os outros. Essa é sempre uma orientação importante.
Mas é importante valorizarmos a nós mesmos e aos outros, assim como fazer esforço para enxergarmos nosso ego. Isso ajuda muito em nossa evolução espiritual, inclusive no caminho em direção ao Nirvana.
Faz parte da realidade reconhecer as boas qualidades que possuímos. Muitas pessoas não conseguem enxergar nenhuma delas, devido à baixa autoestima, enquanto outras acreditam que não deveriam possuí-las.
É importante tratarmos sempre a nós mesmos com carinho, assim como tratamos os outros, oferecendo amor e consideração. Isso é muito saudável.
Alguns ensinamentos do Zen podem levar a uma compreensão equivocada, pois são interpretativos, e cada pessoa pode entendê-los de maneira diferente. Por isso, mestres budistas apresentam interpretações distintas entre si.
Certa vez, um mestre budista disse que não precisava entender o ego porque não era psicólogo. Já outro mestre, citado anteriormente neste texto, é contrário à autoestima. Talvez ele considere que não precise estudar o ego, mas esse conhecimento poderia ajudá-lo, assim como às pessoas que acompanham seus ensinamentos, a compreender que a autoestima é algo bom e positivo, inclusive para a prática budista.
Se o Budismo ensina o desapego ao ego, e se trabalhar a autoestima favorece esse desprendimento, então isso representa algo positivo para essa doutrina.
Certa vez, entrevistei a terapeuta do Budismo Tibetano, Dra. Bel Cesar, e sua visão sobre a autoestima é totalmente diferente. Ela ensina, inclusive, que os lamas budistas — mestres reconhecidos e reencarnações de mestres, como seu filho, Lama Michel — transmitem ensinamentos que contribuem para o fortalecimento da autoestima.





