Por: Ryath (Inspirado pelos Mentores Espirituais)
Anúbis tem cabeça de chacal e corpo humano, sendo, segundo a mitologia, o Deus mais antigo.
Anúbis é a deidade dos mortos do Antigo Egito. É o mesmo ser que Omulu, na Umbanda, ou que outras divindades presentes em diferentes civilizações e religiões. Entre elas, Hades é uma das mais conhecidas por ser um Deus grego, e, no Hinduísmo, sua representação é Yama.
As religiões possuem mitologias, nomes e formas próprias de representar e humanizar as divindades, mas retratam a mesma deidade de maneiras diferentes.
Muitas vezes, Hades, da mitologia grega, é associado ao diabo, pois costuma ser retratado como um vilão em diversas obras de cinema e televisão, como Percy Jackson e Hércules.
Existe uma diferença entre as obras de entretenimento e a realidade.
Essas deidades que descrevemos, consideradas a mesma em diferentes culturas e religiões, também costumam ser temidas, pois a morte é muito temida. Tudo isso pode nos fazer acreditar que elas são más, mas não são, pois a morte faz parte da natureza e da criação de Deus.
Depois da encarnação, se nos iluminamos, viveremos no paraíso.
Deus criou as deidades para dirigirem Suas energias, que existem dentro Dele, nosso Divino Criador, e que emanam por toda a realidade, sustentando-a.
Essas energias divinas criam, sustentam, mantêm e dão fim às coisas que existem. Justamente a função de desfazer aquilo que já não serve mais, ou aquilo que serviu ao que é ruim e negativo, é desempenhada por Anúbis. Por isso, ele é a deidade da morte.
Assim, podemos constatar que sua obra, assim como ele próprio, é benéfica e que Anúbis possui um amor gigantesco e divino por todas as formas de vida.
A vida no mundo material, quando não é mais necessária, chega ao fim. Porém, todo fim representa um novo começo, e assim é e será eternamente.
O fim da vida material é o início de outra vida no mundo espiritual, que é outra dimensão.
Nossa existência é eterna. Existem diferentes locais espirituais onde podemos viver e também podemos retornar à matéria. A antiga religião dos deuses egípcios acreditava na reencarnação e na iluminação.
Depois da encarnação, se nos iluminamos, viveremos no paraíso.
Em diversas religiões e culturas, o Deus da morte é muito temido. No entanto, Anúbis era um dos deuses mais populares do Egito.
No Egito, que foi o local onde nasciam as almas de maior luz, compreendia-se que a deidade da morte era boa.
Anúbis também é o Deus do embalsamamento e da mumificação, processos ligados aos rituais funerários. Os antigos egípcios acreditavam que esses rituais ajudavam no pós-morte, mantendo determinada energia no corpo do falecido, o que poderia auxiliá-lo após a morte, quando o espírito seria avaliado para verificar qual seria seu destino.
Anúbis também é o protetor das tumbas, dos cemitérios, dos corpos dos falecidos e daqueles que seguem para o submundo, local para onde as almas podem ir após a morte.
Nesses rituais fúnebres, os sacerdotes vestiam-se como Anúbis, utilizando uma máscara de chacal, representando sua cabeça.
Na Umbanda, Omulu rege a morte. Depois de sua atuação entram em ação a Justiça e as Leis Divinas, que são energias dirigidas por outras deidades.
Na mitologia egípcia, é Anúbis quem conduz as almas após a morte. Em parte da jornada, elas também são conduzidas pelo Deus Rá, sendo levadas até o tribunal, onde seria determinado o seu destino.
Para conhecer as condições espirituais da alma que passava para o outro mundo, de acordo com a mitologia, o coração do falecido era pesado. Ele precisava ser mais leve do que uma pena e, somente assim, poderia seguir para o Paraíso.
Se a alma possuísse maldade, seria devorada por Ammit, um ser demoníaco.
Anúbis ou Omulu, deidades responsáveis por encerrar aquilo que não possui mais função ou que causa o mal, também colocam fim às coisas ruins em nossa vida.
Assim, podemos compreender que também são, como as demais deidades, seres benevolentes.
A divindade masculina da evolução, representada por Osíris ou Obaluaiê, atua em conjunto com o trabalho de Anúbis ou Omulu.
Evoluir significa melhorar. Para deixarmos uma condição inferior e alcançarmos outra melhor, é necessário que as coisas ruins ou desnecessárias cheguem ao fim, permitindo que o novo e o bom possam surgir.
Evoluir é sair de um nível inferior para alcançar outro mais elevado, seja em nosso progresso espiritual ou em qualquer outro aspecto da vida.
Na Umbanda, os Pretos-Velhos, que trabalham na cura emocional e na evolução espiritual, são regidos pelos Orixás Omulu, Obaluaiê e Nanã.
Curar o emocional das pessoas não é uma tarefa fácil.





