Por: Ryath
Podemos dizer que descobrir e aprender aquilo que viemos desenvolver na vida é uma missão e, ao mesmo tempo, um grande benefício para nós mesmos.
Geralmente, entendemos como missão aquilo que realizamos em benefício dos outros. Porém, nós também somos importantes e precisamos aprender a nos dedicar a nós mesmos. Amar o próximo e amar a si mesmo é uma atitude elevada. Isso é amor, não egoísmo. Entretanto, muitas pessoas acreditam que devemos apenas ajudar os outros e nos esquecer de nós mesmos.
Não é assim que a vida funciona. Os iluminados, assim como as pessoas comuns, também têm o que aprender. Você já ouviu dizer que escolhemos nossas profissões e ocupações de acordo com aquilo que precisamos aprender?
Os psicólogos, muitas vezes, também enfrentam desafios relacionados ao autoconhecimento, embora seu trabalho seja justamente ajudar outras pessoas nesse processo. Isso mostra que desenvolver a consciência faz parte do aprendizado de todos.
O fato de um psicólogo ainda ter aspectos pessoais a desenvolver não significa, de forma alguma, que ele seja pouco evoluído. Muitos escolhem essa profissão justamente para ajudar outras pessoas.
Da mesma forma, o fato de um profissional enfrentar dificuldades em sua própria área não significa que ele não seja capaz de exercer bem sua profissão. Ele estudou e aprendeu métodos para ajudar outras pessoas, e isso acontece em todas as profissões, independentemente do talento ou da experiência de cada profissional.
Não é difícil perceber o que precisamos aprender na vida. Muitas vezes, aquilo que mais nos desafia, seja física ou psicologicamente, revela justamente onde está nosso maior aprendizado.
Falando dos psicólogos, um bom profissional procura identificar as áreas da vida em que a pessoa enfrenta dificuldades e ajudá-la a tratá-las. Isso não depende de crenças religiosas, mas do objetivo de reduzir o sofrimento e ajudar cada pessoa a lidar melhor com aquilo que lhe faz mal.
Mesmo sem utilizar uma linguagem espiritual, um profissional pode contribuir para o aprendizado que cada pessoa precisa desenvolver ao longo da vida. Entretanto, segundo esses ensinamentos, há aspectos que somente a religião consegue alcançar. Enquanto a Psicologia procura aliviar o sofrimento e promover saúde mental, a religião também busca conduzir o ser humano à iluminação ou à santidade. Embora a Psicologia reconheça, segundo o autor, a possibilidade do Nirvana, ela não considera sua busca como parte de seus objetivos.
Segundo esses ensinamentos, é possível atingir o Nirvana. A melhor forma seria por meio da Lei da Atração, permitindo alcançá-lo sem sacrifícios ou grandes dificuldades.
Também segundo essa visão, atingir o Nirvana não precisa ser um processo sofrido nem difícil. Basta não alimentar a crença de que a evolução espiritual exige sofrimento, pois isso faria parte da própria Lei da Atração.
A religião trabalha com a fé. Como dizia Madre Teresa de Calcutá, a fé é uma das maiores forças do mundo.
Mesmo após atingir a iluminação, Buda continuou tendo aprendizados relacionados à missão que desempenhava como mestre e mentor. Não sei exatamente o que ele ainda precisava aprender, mas, segundo esses ensinamentos, nem mesmo um iluminado deixa de continuar aprendendo.
Deus é tão generoso que até Sidarta Gautama, o Buda, ao realizar sua missão, continuava aprendendo algo para si mesmo. Segundo essa compreensão, isso não foi diferente para nenhum iluminado que encarnou em nosso planeta.
Acreditar que devemos apenas nos dedicar aos outros também é uma ilusão. Precisamos cuidar de nós mesmos, tratar-nos com amor e fazer aquilo de que gostamos, mesmo quando buscamos a iluminação espiritual.
Nós também necessitamos do bem e do amor, tanto do amor que recebemos dos outros quanto do amor que cultivamos por nós mesmos.





