As Meditações no Budismo Esotérico

Por: Ryath
A meditação no Budismo Esotérico ocorre com as mandalas e os mantras (Yoga da Divindade), assim como com o foco na respiração (Shamata ou Mindfulness).
O foco de atenção nessas meditações está na visualização das figuras das mandalas, na recitação de mantras ou na respiração; e, se o foco for perdido, deve-se, gentilmente, sem julgamentos ou racionalizações, voltar a ele.
Nas práticas com as divindades das mandalas, você se mentaliza como se fosse elas e, assim, desenvolve as qualidades de um ser iluminado.
Também ocorre a visualização de outros símbolos e a recitação de mantras, que estão ligados às divindades budistas.
Os mantras também são poderosos para manter a concentração.
Focar a atenção na entrada e na saída do ar pelo nariz é uma técnica para desenvolver a atenção plena no momento presente, chamada de Mindfulness ou Shamata.
Um dos pontos importantes na Shamata é a gentileza, que é a forma como você deve se tratar nessa meditação, assim como lidar com pensamentos difíceis: toda vez que perder o foco por causa deles, deve-se sempre voltar com gentileza.
A Shamata aumenta a clareza, a estabilidade emocional, o foco e a atenção plena de forma natural, assim como a autopercepção ou o autoconhecimento.
O objetivo dessas meditações é sempre aumentar o amor, que é a própria felicidade — isto é, estar bem, com sentimentos agradáveis e elevados por cada vez mais tempo e intensidade. Isso nos desapega do próprio ego, sendo esse o resultado do autoconhecimento.
As meditações do Budismo Esotérico visam, sim, o autoconhecimento, e um nível muito elevado desse autoconhecimento é a iluminação, o Nirvana, que é o objetivo do Budismo. Trata-se de um estado de felicidade profunda, de plenitude, que nada mais é do que um amor intenso.
As pessoas geralmente acham que é o Cristianismo que ensina o amor, mas o amor é fruto de toda prática de autoconhecimento. Assim sendo, o Budismo ensina o amor, assim como muitas outras religiões e sistemas.

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