Por: Ryath (Inspirado por Senhor da Luz Prateada)
Arrebatamento
O arrebatamento é quando o ser sai do baixo plano espiritual, abandonando as trevas.
É somente quando a pessoa deixa as trevas que ela pode buscar a luz.
No mundo espiritual, os seres são atraídos para os locais com os quais têm afinidade.
Os seres trevosos são atraídos para as trevas, pois a energia que emanam é semelhante à energia desse ambiente. Assim, são conduzidos por afinidade.
Os seres das trevas são movidos pelo ego e pelo egoísmo, sem se importarem com sentimentos elevados, agradáveis e bons.
Entretanto, quando estão prontos — na maioria das vezes por abrirem mão do ego e do egoísmo —, podem seguir em direção à luz.
Geralmente, quem realiza esse resgate são os Guardiões Espirituais, considerados os policiais do Plano Espiritual, pois muitas vezes precisam enfrentar outros seres que escravizam esses espíritos ou tentam mantê-los nas trevas por diferentes motivos.
Os Guardiões são guerreiros que têm a missão de reconduzir os seres ao caminho da evolução espiritual.
Essa é uma missão muito bonita.
Quando um ser é resgatado, ele é arrebatado das trevas e, ao deixar a realidade do egoísmo, passa a vivenciar sentimentos melhores, mais agradáveis e mais intensos, que são frutos da espiritualidade.
Evolução Espiritual
Quando um ser deixa as trevas e passa a valorizar os sentimentos elevados, estabelecendo uma conexão com seu interior, ele pode iniciar sua evolução espiritual.
Esse caminho consiste em descobrir seus defeitos, suas qualidades, seu ego, seu modo de ser, de agir e de pensar; ou seja, enxergar a si mesmo para transformar-se, superar suas dificuldades pessoais e buscar a felicidade, que se manifesta por meio dos sentimentos positivos encontrados no amor e ampliados pela espiritualidade.
A espiritualidade é o resultado da evolução espiritual, que consiste em um processo de aprendizado sobre si mesmo e de transformação interior.
À medida que o ser se enxerga com mais profundidade, vai se desprendendo gradualmente do ego.
Quanto mais devotado aos seus sentimentos elevados e ao seu mundo interior, mais bondoso ele se torna. A bondade cresce juntamente com a evolução espiritual, assim como sua consciência.
A consciência do ser vai se expandindo até alcançar o próximo nível: o missionário.
Missionário
O nome missionário deriva da palavra missão.
É a fase em que o ser cresceu profundamente em consciência, sentimentos e humildade.
A humildade é o oposto do ego. Assim, quanto maior o desprendimento do ego, maior é o desenvolvimento da humildade.
A humildade é uma grande virtude, pois permite que o ser humano viva mais em favor de seus irmãos.
Voltando a falar sobre a consciência:
Ela cresce tanto que passa a abranger muito mais do que apenas o próprio indivíduo. O ser começa a pensar coletivamente, e não apenas individualmente. Ele passa a enxergar o todo e a perceber verdadeiramente as outras pessoas.
Milhares de pessoas passam diariamente por um morador de rua sem realmente enxergá-lo. O missionário o vê e se importa com ele, não para sentir-se bem consigo mesmo, mas porque genuinamente se importa com o próximo.
Quando se ensina que devemos fazer o bem sem divulgar nossas ações, fala-se de uma atitude missionária: alguém que ajuda pelos sentimentos elevados que possui, pela consciência que ultrapassa os próprios interesses e pela humildade de não desejar reconhecimento.
Muitas pessoas que já se encontram na fase da evolução espiritual preocupam-se com o próximo, mas ainda pensam bastante em si mesmas quando ajudam.
O missionário possui um grande desprendimento de si nesse aspecto. Isso não significa que seja imune a problemas pessoais, medos, inseguranças ou defeitos, pois continua sendo humano. Entretanto, apresenta um enorme desapego em relação ao próprio ego e aos bens materiais.
O missionário vive profundamente voltado para os outros.
O termo missionário não está relacionado à quantidade de pessoas que alguém consegue ajudar, mas ao grau de dedicação com que procura servir, mesmo que seus próprios problemas — internos ou externos — possam limitar suas ações.
Ainda assim, sua dedicação é muito maior do que a de uma pessoa comum, assim como sua disposição para praticar o bem.
De uma forma ou de outra, uma pessoa missionária é alguém que se importa profundamente com os outros.
Um criador de conteúdo sobre espiritualidade, mesmo possuindo muitos seguidores, não está necessariamente na fase missionária. Ele pode ainda estar nas trevas ou apenas na fase da evolução espiritual.
Muitos ainda estão preocupados com os ganhos do ego e com interesses materiais.
Esse é apenas um exemplo para facilitar a compreensão.
Muitas vezes, um seguidor de um canal, grupo ou site, que admira uma pessoa famosa apresentada como extraordinária, pode ser mais evoluído do que ela, justamente por possuir a humildade de não se considerar superior e reconhecer o valor do outro.
O missionário age sem se preocupar com os resultados ou com o reconhecimento. Mesmo sem saber se conseguirá ajudar, ele faz sua parte, porque sente que deve fazê-la.
O correto é confiar na Providência Divina e compreender que tudo acontece conforme deve acontecer.
O missionário não se preocupa com quantas pessoas ajudou, mas com o fato de ter ajudado.
Certa vez, uma pessoa de ego inflado disse à Madre Teresa de Calcutá que ela jamais mudaria o mundo.
Madre Teresa respondeu que era apenas uma gota no oceano. Mesmo sabendo que não mudaria o mundo inteiro, dedicou sua vida integralmente a ajudar os outros.
Madre Teresa esteve profundamente ligada ao misticismo, entendido como um estado de consciência que vai além de si mesmo, exatamente o tema abordado neste texto.
O mesmo pode ser observado em São Francisco, em muitos santos católicos, em pessoas de diversas religiões e em milhares de anônimos que dedicaram suas vidas ao próximo.
Não é a quantidade que importa, mas o amor.
Não é a quantidade, mas a humildade.
Não é a quantidade, mas aquilo que cada um pode fazer.
Chico Xavier dizia que, se não pudermos realizar grandes obras pelos outros, devemos nos contentar em oferecer as pequenas migalhas que conseguimos dar, pois o que realmente importa é o amor.
Amor é doação.
Missionário é amor e humildade.
É simplesmente doar-se sem preocupar-se consigo mesmo. Isso é algo profundamente belo.
Buda não foi famoso durante sua vida. Jesus também não. Foi apenas muito tempo depois de suas mortes que sua fama alcançou o mundo e seus ensinamentos se difundiram amplamente.
Eles não buscavam fama; eram mestres que ensinavam o amor.
Busquem a simplicidade, a humildade, a ampliação da consciência e os sentimentos elevados.
Essa é uma grande busca: tornar-se verdadeiramente missionário, não apenas externamente, mas principalmente interiormente.
Um missionário não é, necessariamente, um líder, um sacerdote ou alguém considerado santo. Trata-se de uma realidade interior, e não exterior.
O que importa não é o que os outros pensam, nem aquilo que aparentamos ser para o mundo, mas aquilo que realmente somos.
O que importa não é a aparência, mas a realidade.
Não é o ego.
É a sua essência.
Fique com a luz.
Ser de Luz.
Sempre e eternamente com luz, você.
Com muito amor, do seu irmão, Senhor da Luz Prateada.





