Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
As pessoas cometem um erro muito comum ao dizerem que a Umbanda é uma religião de matriz africana, quando, na verdade, não é; ela é 100% brasileira e universalista.
A Umbanda foi fundada no Brasil por Zélio Fernandino de Moraes, aqui mesmo.
O culto às divindades, como comumente se diz na Umbanda — os Orixás —, não surgiu porque a Umbanda pertence à África, mas sim porque houve uma reforma religiosa no Plano Espiritual que passou a cultuá-los.
Porém, os Orixás são as mesmas deidades presentes em todas as culturas ou religiões, apenas cultuadas com nomes, mitologias e humanizações diferentes.
Da mesma maneira que se cultua um Orixá, pode-se cultuar sua manifestação em outra cultura ou religião, com seu nome, humanização e mitologia dentro daquela crença.
Mesmo os assim chamados “Pretos Velhos” não são, necessariamente, pessoas que foram escravas no Brasil e morreram em idade avançada, mas sim almas elevadas que frequentam escolas no Plano Espiritual superior de sabedoria, onde há maestria em trabalhar com os Orixás Obaluaiê, Nanã e Omulu, que estão ligados à evolução espiritual e têm a difícil tarefa de curar o emocional.
Existem Anciões (“Pretos Velhos”) na Umbanda de diferentes raças: negra, vermelha, amarela e branca.
“Velho” é um arquétipo ou símbolo de sabedoria, e a associação com a raça negra se dá pela ideia de maior longevidade; assim, o nome “Pretos Velhos” representa grande sabedoria.
Os Anciões não são os únicos tipos de entidades a se manifestarem na Umbanda; há também Baianos, Caboclos, Erês, Guardiões, Gitanos (“Ciganos”), Zés Pelintras, entre outros.
Há, inclusive, a corrente do Oriente, que está relacionada a seres da raça amarela.
A Umbanda cultua o espiritual de todas as religiões, e os mentores da Umbanda, assim como os Orixás — que tiveram reencarnações no planeta Terra antes de se orixalizarem —, pertenceram a todas as quatro raças.




