Por: Ryath
O orgulho é um fator do ego.
Nós confundimos autoestima com orgulho porque vivemos em uma sociedade predominantemente egoísta, mas não só isso: quase todas as pessoas também estão apegadas ao ego. Ou seja, vivemos em uma sociedade em que precisamos ser melhores que os outros, existindo a competitividade, o status, as conquistas, e tudo isso é ego. Não é amor nem valorização genuína de si mesmo.
A comparação é sempre uma ilusão, pois cada ser humano é único, tendo seus pontos fortes e fracos.
O ego é algo atrativo, pois temos, em algum nível, um apego ao ego, a não ser que sejamos iluminados. Aí, então, estamos desprendidos do orgulho.
Muitas pessoas não se valorizam, mas têm orgulho. Como a autoestima é algo bem visto, elas veem seus egos como autoestima, sendo que são coisas distintas e diferentes.
Você não precisa ser melhor do que ninguém para se valorizar, mas, para algumas pessoas, não existe outro meio pelo qual elas se considerem alguém de valor, pois, para elas, o ego é tudo. Mas, como abordamos antes, isso é uma ilusão.
A Psicologia e o Budismo nos ensinam que o ego é uma ilusão.
A gente é o que a gente é, independentemente de nos compararmos com o outro ou não.
A grande diferença entre autoestima e orgulho é que o orgulho é você querer mostrar ou provar para o mundo o quanto é bom, e isso tem um peso, enquanto a autovalorização é de você com você mesmo. É você enxergar esse valor e, quando isso ocorre, não precisa mostrar nada para ninguém.
Então, podemos dizer que a falta de autoestima gera o orgulho.
Uma pessoa muito orgulhosa é alguém com pouca autoestima, precisando se compensar por isso.
O fato é que o mundo não nos incentiva à autoestima, mas, sim, ao ego. Mesmo que condene explicitamente o orgulho, incentiva a competição e o desejo de ser melhor do que os outros.
O grande remédio para o que acontece socialmente é valorizar a si mesmo de forma genuína.
Baseadas na competição, as pessoas desejam vencer as discussões. Isso é disputa, é competição.
Aí vem aquela sábia pergunta: você quer ganhar a discussão ou ser feliz?
Autoestima tem a ver com amor.
Romance tem a ver com amor.
É como diz a letra daquela música MPB “Românticos”, de Vander Lee:
“São tipos populares, que vivem pelos bares / E mesmo certos vão pedir perdão / Que passam a noite em claro / Conhecem o gosto raro / De amar sem medo de outra desilusão / Romântico é uma espécie em extinção...”
Quando amamos, não é importante estar certo; é importante amar.
Quem vence o ego ama muito.
Fiquem com a luz.
Seres de luz.





