Por: Ryath
Diversos evangelhos descobertos muito tempo após a formação do Catolicismo, como o Evangelho de Maria Madalena, de Judas, de Filipe e, em parte, até mesmo o de Tomé, apontam para os mesmos ensinamentos, como a interioridade, a salvação interior, a divindade interna e etc., demonstrando que, muito provavelmente, eles são verdadeiros em seus conteúdos por exporem os ensinamentos de Jesus sobre esses mesmos assuntos.
Os evangelhos são os livros dos discípulos e apóstolos de Jesus.
Na Bíblia, só existem quatro evangelhos: os de Mateus, Marcos, João e Lucas.
A palavra “Evangelho” significa “boas notícias”.
Esses evangelhos descobertos não são aceitos pela Igreja, mas sim por diversas doutrinas esotéricas, como a Gnose, por exemplo, pelas chamadas escolas da Grande Fraternidade Branca, assim como por diversos espiritualistas de diferentes crenças, devido ao seu conteúdo ser compatível com ideias como o autoconhecimento, a interioridade, a divindade que existe dentro de cada um, diversos conceitos ligados à cosmologia angelical do Evangelho de Judas e etc.
É muito difícil acreditar em certos conteúdos desses evangelhos, devido ao que a crença tradicional cristã nos ensinou a acreditar, divergindo em alguns pontos. Por isso, eles não são aceitos pela Igreja Católica, principalmente pelo ódio em relação a Judas e pelo preconceito contra uma mulher que foi considerada prostituta, agravado ainda por uma crença machista, onde só padres podem celebrar missas, além da visão negativa sobre a sexualidade, colocando a mãe de Jesus como virgem e Jesus como celibatário.
No Evangelho de Maria Madalena, ela ocupa um papel importante para Jesus, e, no Evangelho de Filipe, é dito que ela era o par romântico de Cristo. Tudo isso colabora para a dificuldade em aceitar essas obras, especialmente dentro do Catolicismo, religião em que sacerdotes e monges não podem se relacionar romanticamente ou sexualmente.
A condenação da sexualidade é grande e influenciou as religiões cristãs posteriores ao Catolicismo, pois ele foi a primeira religião cristã e é extremamente influente no mundo todo.
Eu perguntei ao meu mestre, cuja mediunidade é muito boa, sobre esses evangelhos, e ele disse que eles são reais.
Porém, por conta própria, faço uma ressalva apenas em relação a uma coisa no Evangelho de Judas, obra que acredito ser real: a possibilidade de Jesus ter citado o Demiurgo, algo que talvez não tenha sido exatamente dessa forma, mas que Judas pode ter interpretado a partir de ideias presentes na obra de Platão.
Jesus pode ter conhecido essa parte da obra de Platão, contado como ela era para Judas, e ele a aceitado como verdade, sem grandes explicações. Ou talvez essa fosse uma crença particular do apóstolo conhecido como “traidor”, ou ainda apenas um simbolismo para se referir à inferioridade da matéria diante do espiritual.
O Demiurgo seria a ideia de que não foi Deus quem criou o mundo físico, mas sim uma divindade inferior.
São possibilidades, pois não conheço exatamente como esse conteúdo sobre o Demiurgo foi colocado na obra de Judas.
Mas acredito que Judas, assim como está escrito em seu evangelho, denunciou Jesus aos romanos por ordem do próprio Cristo.
Meu mestre ensina que isso precisava acontecer para que a obra de Jesus se popularizasse e se expandisse pelo mundo.
O Espiritismo ensina que Sócrates e Platão foram predecessores do Cristianismo. Assim, quem sabe Jesus conheceu a obra desses filósofos, já que muitos temas semelhantes aos deles aparecem nos Evangelhos de Judas, Maria Madalena e Filipe, como o autoconhecimento e a interioridade.
Quem sabe não foi assim que o conceito do Demiurgo entrou na obra de Judas, mas são apenas hipóteses, pois Jesus conversava e ensinava seus discípulos como amigos, e esperamos que tudo seja linear, sem considerar que conversas e curiosidades podem ser interpretadas de maneiras diferentes.
Bom, tudo isso é muito interessante para abrir a mente.
Os conteúdos desses evangelhos são maravilhosos no que se refere ao autoconhecimento e aos conhecimentos interiores, coisas que conduzem ao bem, ao amor, à iluminação, à espiritualidade e a tantas outras qualidades positivas que aparecem em muitas religiões, assim como a eliminação de defeitos e pecados. Pela lógica, fica difícil afirmar que esses evangelhos não sejam verdadeiros.
Fiquem com luz.
Seres de luz.




