Por: Ryath
(Texto inspirado pelos Mestres da Luz)
Orígenes foi um teólogo e escritor que nasceu em 185 d.C. e foi o cristão que deu início à fusão entre a filosofia e o Cristianismo.
Orígenes posicionava-se a favor do batismo porque pertencia à escola católica de Roma. Porém, aceitava apenas quatro Evangelhos como verdadeiros e dizia que existem duas luzes a serem seguidas: a Igreja e Jesus Cristo. Com isso, podemos notar a intolerância com crenças que não fossem católicas.
Para Orígenes, a Igreja transmitia perfeitamente os ensinamentos de Jesus e a única forma de alcançar a salvação era por meio do batismo e do Cristianismo. Isso também reflete o que diversas escolas cristãs ensinam ainda hoje: que sua crença é a única verdadeira e, consequentemente, muitas vezes de forma inconsciente, superior às demais. Afinal, se apenas sua crença fosse verdadeira, ela seria, por consequência, a melhor. Esse pensamento pode levar ao orgulho de pertencer à única e verdadeira crença, o que também seria um pecado.
Orígenes ensinava que os escritores da Bíblia eram inspirados por Deus e que suas palavras eram verdadeiras e inquestionáveis.
Para esse teólogo e escritor, existem três formas de interpretarmos os Evangelhos:
1 – Literalmente;
2 – Moralmente;
3 – Espiritualmente.
A interpretação moral seria a mais difícil.
Segundo o filósofo e teólogo, a forma de ler os Evangelhos demonstrava o nível de consciência de cada pessoa.
Para Orígenes, os pecados só poderiam ser perdoados através da ação do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Essa Trindade seria imaterial, onisciente e santa.
Para essa personalidade de Alexandria, Maria permaneceu sempre virgem; nunca teria ocorrido união carnal entre Nossa Senhora e José.
Deus seria impossível de ser plenamente compreendido, pois nossas faculdades humanas de inteligência possuem limites. Porém, podemos compreender algumas coisas sobre Ele.
O Divino Criador é superior a nós e a causa de toda inteligência.
Para esse teólogo, a matéria existe em função do espírito; porém, a alma não teria necessidade da matéria.
Orígenes também teve ideias sobre o judiciário, formulando duas leis: a dos homens e a divina.
A lei humana jamais poderia ser priorizada acima da lei de Deus, pois Ele é sempre o maior e o melhor.
Na filosofia desse teólogo também havia a crença na reencarnação, fator que diverge do Catolicismo.





