Por: Ryath
(Texto inspirado e intuído pelos Mestres da Luz)
O Budismo nasceu aproximadamente seis séculos antes do Cristianismo. Foi nesse período que surgiram os textos clássicos da tradição, os principais registros de seus ensinamentos, conhecidos como Sutras. Eles foram escritos pelos discípulos de Buda com base nos ensinamentos de seu mestre. Por isso, essas obras não fazem qualquer referência ao Cristianismo, pois essa religião ainda não existia naquela época.
Os Sutras, mencionados no parágrafo anterior, reúnem os ensinamentos de Buda. Inicialmente, eles eram decorados e transmitidos de forma oral. Somente mais tarde foram registrados por escrito, após a morte do fundador do Budismo.
Atualmente, o Cristianismo é muito conhecido no mundo ocidental. Vivemos em uma época em que essa religião se tornou muito influente, tendo como principais correntes o Catolicismo, o Evangelismo e o Espiritismo.
A religião fundada por Jesus influenciou profundamente a sociedade. Muitas vezes não percebemos o quanto essa influência está presente em nossa cultura, mas, como uma grande parcela da população é cristã, muitos ensinamentos são assimilados e transmitidos de geração em geração. A Psicologia, como ciência, ensina que aprendemos comportamentos e formas de pensar por meio da convivência com outras pessoas. Assim, segundo este entendimento, o Budismo praticado atualmente em sociedades ocidentais pode receber influências do Cristianismo, embora sua origem não esteja baseada nele.
O Cristianismo é derivado do Judaísmo. Já o Islamismo também surgiu sob influência dessas duas religiões, concordando com alguns pontos e divergindo de outros.
Segundo este entendimento, no Judaísmo desenvolveu-se uma repressão relacionada à sexualidade, que posteriormente influenciou tanto o Cristianismo quanto o Islamismo. Assim, uma pessoa que se torna budista, mas vive em uma sociedade fortemente influenciada por essas três tradições — judaica, cristã e islâmica — pode sentir culpa ou desconforto em suas primeiras experiências sexuais, como na masturbação ou nas relações sexuais, devido aos valores culturais absorvidos da sociedade em que vive.
A repressão sexual não foi a única influência deixada pelas religiões na sociedade. Elas também transmitiram muitos outros valores, tanto positivos quanto negativos.
O objetivo desta reflexão é mostrar como as formas de pensamento se influenciam mutuamente simplesmente pelo fato de vivermos em sociedade.
Assim, o Budismo praticado no Brasil pode sofrer influências do Cristianismo, da mesma forma que pessoas que convivem com budistas também podem receber influências do Budismo.
O mesmo acontece com ateus, umbandistas, taoístas e seguidores de muitas outras tradições.
Dessa forma, mesmo sem perceber, pessoas e religiões influenciam umas às outras. Isso pode ser muito interessante e enriquecedor, pois valores positivos podem ser compartilhados entre diferentes tradições.
Existem sociedades, em diversas partes do mundo, que não possuem religiões derivadas do Cristianismo.
O Budismo não é baseado nos ensinamentos de Jesus. Sua base são os ensinamentos de Buda. Posteriormente, diferentes culturas e formas de pensar contribuíram para o surgimento de diversas escolas budistas, com práticas distintas. Um exemplo é o Budismo Esotérico, cuja meditação utiliza principalmente mandalas, por meio das práticas conhecidas como Sadhanas, embora existam também outras formas de meditação dentro dessa tradição.
No Zen Budismo, a principal prática meditativa é o Zazen. Com o desenvolvimento da prática, ela pode se estender para outras atividades, como caminhar, trabalhar, realizar tarefas do cotidiano e até momentos de lazer, mantendo o estado meditativo.
Essas duas escolas do Budismo possuem arquiteturas, artes e métodos diferentes, mas todas têm como fundamento os ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda, preservados na literatura dos Sutras.
O Budismo Esotérico também possui outros textos sagrados, chamados Tantras. Esses textos não se referem a práticas sexuais. Tanto no Hinduísmo quanto no Budismo Esotérico existe essa denominação para determinadas escrituras, embora o mesmo termo também seja utilizado para métodos que incluem práticas sexuais em outras tradições. Segundo este entendimento, essas práticas não fazem parte do Budismo Esotérico. Também se considera que não há mal nas práticas do chamado sexo tântrico, pois elas podem contribuir para o autoconhecimento, o despertar da Kundalini e a busca da iluminação, mas não constituem práticas budistas.
O Budismo também busca conduzir seus praticantes à iluminação, porém não por meio de práticas sexuais.
Segundo este entendimento, é comum, em alguns grupos ligados à religião de Jesus, acreditar que apenas sua própria tradição seja correta, enquanto outras crenças são vistas de forma negativa.
Na visão apresentada neste texto, esse preconceito pode ser ainda mais intenso em alguns grupos evangélicos, que chegam a rejeitar outras tradições cristãs, atribuindo-lhes uma origem demoníaca. Em sentido contrário a esse pensamento, recomendamos a leitura do texto "Manipulações no Poder na Religião Evangélica".
Esse comportamento faz com que religiões como o Budismo, a Umbanda e outras tradições espirituais sejam, muitas vezes, vistas de forma negativa.
Em nosso país, é relativamente comum a ideia de que apenas uma religião seja verdadeira. Assim, alguns praticantes da tradição de Buda também podem comparar sua religião com outras escolas espirituais, procurando demonstrar que ela seria superior. Entretanto, segundo este entendimento, em muitos outros países o Budismo convive harmoniosamente e dialoga com diferentes tradições religiosas.





