Por: Ryath
Existe a ideia equivocada de que o Budismo ensina que a vida é sofrimento, o que leva muitas pessoas a considerarem essa religião pessimista. Segundo esta compreensão, essa interpretação equivocada deve-se, em parte, à associação feita pelo filósofo Arthur Schopenhauer.
A filosofia de Schopenhauer apresenta algumas semelhanças aparentes com o Budismo. Como o Budismo possui uma linguagem que muitas vezes é difícil de compreender, isso favorece interpretações equivocadas. Além disso, essas interpretações são frequentemente utilizadas por pessoas que desejam desqualificar a religião do Buda. Como exemplo, alguns pastores evangélicos criticam outras religiões ao defenderem suas próprias crenças.
O Budismo não é pessimista, pois apresenta o Nirvana como seu objetivo maior, um estado que torna a vida profundamente feliz e plena. Além disso, segundo seus ensinamentos, essa realização está ao alcance das pessoas.
O Budismo Esotérico, também conhecido como Budismo Tibetano, busca igualmente o deleite na meditação, prática que tem como finalidade proporcionar grande prazer, felicidade e o cultivo contínuo desses estados.
Para o Budismo Esotérico, a Vacuidade — compreendida como uma experiência da realidade e da natureza das coisas segundo a visão budista — está ligada a grandes prazeres e a uma imensa felicidade, proporcionando estados de espírito profundamente elevados e harmoniosos.





