Meditação Taoísta – O Caos Primordial

Por: Ricardo Chioro – Ryath
Na prática da meditação taoísta acontece algo muito interessante: uma sensação semelhante à de embriaguez. É a penetração em um estado de caos, no qual se perde a noção de quem se é. Tudo à sua volta parece caótico, e não se sabe onde se está.
Perde-se a noção do que está acontecendo.
Ao sair da meditação, durante alguns segundos ou minutos, pode-se não se lembrar de quem se é. Porém, a memória retorna rapidamente. Não é necessário se preocupar, pois todas as lembranças e a noção de tudo voltam em pouco tempo.
É muito importante integrar a mente com a respiração para alcançar a quietude.
A vantagem dessa meditação é que, além do autoconhecimento conquistado, ocorre a perda de sementes kármicas e o ganho de serenidade.
Nesse estado de caos ocorre a fusão do Yin com o Yang. Perde-se a noção da dualidade, e tudo passa a ser uno.
O nome Caos nos remete à confusão e à desordem. Trata-se de um estado análogo ao da criação do universo, quando as coisas ainda não fazem sentido, ainda não se organizaram nem assumiram a forma que está surgindo durante a criação.
Porém, essa confusão ocorre somente durante a meditação. Depois, tudo volta ao normal: a vida, a rotina, a consciência e assim por diante.
Quanto mais tempo se permanecer nesse estado de caos, mais vezes se será banhado por seu néctar, que aumenta a expansão da consciência, da energia e da duração da vida.

 

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