Por: Ryath
(Inspirado e intuído pelos Mestres da Luz)
O Cristianismo ensina que não devemos fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco. Assim, evitamos praticar o mal. Já, para fazer a caridade, a orientação da fé em Jesus é fazer aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem por nós.
O Budismo, por sua vez, ensina que devemos fazer o bem ao outro com base naquilo que ele deseja e no que é bom para ele.
Tanto o Cristianismo quanto o Budismo ensinam o amor. Esses dois ensinamentos, quando praticados com a verdade do coração, são expressões desse amor.
Nem sempre o que é bom para nós é bom para o outro, e nem sempre o que é ruim para nós é ruim para o outro.
Imagine a seguinte situação: você adora jabuticaba e ganha essa fruta para comer. Em um gesto de amor e caridade, você a oferece a outra pessoa. Porém, quem recebe a doação não gosta de jabuticaba, enquanto você gosta.
Não estou dizendo que o Budismo seja superior ao Cristianismo, de forma alguma. Apenas considero que esse ensinamento budista, especificamente, pode ser mais vantajoso em determinadas situações. Cada religião possui seus pontos mais fortes e seus pontos mais fracos.
O Budismo ensina uma psicologia dos iluminados. Segundo essa visão, quem atingiu o Nirvana possui um grande amor e procura ajudar os outros de acordo com aquilo que realmente lhes faz bem.
O iluminado consegue ir além de si mesmo.
Algumas pessoas que ainda não conhecem bem os outros, ou que não conhecem determinada pessoa em particular, podem tomar como referência o ensinamento cristão apresentado neste texto. Porém, em uma fase mais avançada, com maior conhecimento sobre o outro, a forma ensinada pelo Budismo pode ser mais adequada. Em ambos os casos, entretanto, existem boas intenções, e isso é o mais importante.
O conhecimento sobre os outros cresce juntamente com o autoconhecimento que desenvolvemos nesta vida. Não temos lembrança de nossas vidas passadas, mas podemos ampliar essa compreensão por meio do desenvolvimento da consciência, do estudo da Psicologia Ocidental e também dos ensinamentos budistas.
Um ponto fraco do Budismo, segundo este entendimento, é o uso de uma linguagem que muitas vezes é difícil de compreender e pode levar a interpretações equivocadas.
Isso acontece, em parte, porque muitos livros escritos por mestres e autoridades budistas passam primeiro por traduções para o inglês e, somente depois, são traduzidos para outros idiomas. Nesse processo, podem ocorrer perdas de significado. Além disso, acredito que seja difícil encontrar tradutores que dominem línguas orientais, como o híndi, o tibetano e o chinês, e que também conheçam profundamente o português ou outros idiomas.
Ajude os outros com base naquilo que é importante para eles, desde que isso não faça mal a ninguém. Essa prática pode contribuir para o despertar da consciência. Porém, se você não souber o que realmente é bom para a outra pessoa, utilize o ensinamento cristão como referência.
Muitos acreditam que o Cristianismo seja superior às outras crenças, mas, segundo este entendimento, não é assim. Todas as religiões ajudam as pessoas e também possuem limitações. Todas trabalham nosso mundo interior. Cada uma apresenta pontos fortes e pontos fracos. Não existe uma religião superior, mas sim uma crença que pode ser mais adequada ao que pensamos, sentimos, acreditamos e compreendemos.
Muitas vezes nos sentimos atraídos por determinadas crenças. Segundo esta visão, isso pode acontecer porque nosso coração, ou nossos mentores espirituais, nos conduz para uma religião que seja mais adequada para nós.
As religiões muitas vezes pregam o respeito e a igualdade entre as crenças, mas também podem criticar outras tradições. Isso pode levar algumas pessoas, ainda que indiretamente, a acreditarem que sua própria fé seja superior.
As coisas saudáveis estão em harmonia com a verdade e, justamente por isso, fazem bem. No mundo atual existem muitas ilusões e equívocos. Assim, acreditar que uma religião seja superior às demais pode ser uma ilusão. Cada crença pode ser mais adequada para determinadas pessoas e menos adequada para outras, mas todas podem contribuir para o desenvolvimento da consciência, ajudar em nossa evolução e oferecer ensinamentos valiosos, cada uma com seus pontos fortes e suas limitações.
Sejam flexíveis e respeitem todas as crenças.
Namastê.





