Como Acontece o Autoconhecimento com a Percepção Espiritual e com a Memória dos Arquivos Akáshicos

Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
A nossa mente, por meio de nossos dons perceptivos, sejam os do corpo físico ou os dos corpos espirituais, guarda tudo o que acontece, absolutamente tudo. A cada milésimo de segundo, a todo instante, as informações são registradas.
Nossos órgãos sensoriais físicos nos proporcionam a percepção da visão, da audição, do tato, do paladar, do olfato, da posição de nosso corpo, do equilíbrio e da influência do Sol e da Lua, percepção ligada ao magnetismo e à glândula pineal, que faz a ligação com nossos corpos espirituais e também é utilizada na mediunidade.
Nossos órgãos sensoriais espirituais conhecidos proporcionam dons como a premonição, a clarividência, a clariaudiência, a telepatia, a intuição e muitos outros.
Também existem dons espirituais ainda desconhecidos, principalmente aqueles relacionados aos corpos mais elevados.
À medida que evoluímos, nossos dons perceptivos se desenvolvem cada vez mais, alcançando dimensões mais elevadas e percebendo também as dimensões inferiores.
Tudo fica guardado dentro de nós.
Nós não lembramos nem processamos conscientemente tudo o que registramos, porque nossa memória possui uma parte consciente, à qual temos acesso e da qual nos lembramos, que é ínfima diante do todo, especialmente durante a vida no corpo físico, e uma parte inconsciente, extremamente vasta, que guarda todas as informações, desde o momento em que fomos criados por Deus.
Em nosso processo de autoconhecimento no mundo físico, trazemos para a consciência conteúdos importantes que estavam guardados no inconsciente. Assim, passamos a ter acesso a eles. A chave para o autoconhecimento é a consciência.
Vamos dar um exemplo. Nossa consciência sempre pode se ampliar. Em uma situação que envolve insegurança, por exemplo, essa dificuldade pode parecer apenas um problema de autopercepção, mas pode envolver muito mais, como pais dominadores que não desejam que seu filho se desenvolva plenamente.
Ao perceber esse problema e buscar transformá-lo, a pessoa passa a enxergar muitas outras questões. Para libertar-se do domínio dos pais e desenvolver segurança, é necessário lidar com informações percebidas não apenas pelo corpo físico, mas também pelos corpos emocional, mental, consciencial e divino.
Existem aspectos de nossa história que revelam percepções das emoções, dos pensamentos, do nível de consciência e da espiritualidade das pessoas. Assim, podemos perceber a má intenção dos outros, suas emoções, seus pensamentos, seu grau de consciência e sua espiritualidade.
No exemplo citado anteriormente, de pais dominadores que superprotegem os filhos com a intenção de mantê-los sob seu controle, imagine que o filho deseje sair com os amigos. Os pais não permitem, inventam desculpas, fazem chantagens que o filho não percebe e exercem pressão emocional. Por exemplo, dizem que não conseguem dormir caso ele saia à noite, e, diante disso, o filho desiste de sair.
Mais tarde, em seu processo de autoconhecimento, quando esse filho se recorda dessa situação, informações que antes estavam em seu inconsciente tornam-se conscientes, como a verdadeira intenção de seus pais. Segundo esta compreensão, isso só foi possível porque, naquele momento vivido, seus outros corpos — emocional, mental, consciencial e divino — também perceberam aquela realidade.
O corpo emocional percebe as emoções, pois vive no mundo emocional. O corpo mental percebe a mente, pois vive no mundo mental. O corpo consciencial percebe a consciência. Já o corpo divino percebe essas três dimensões e muito mais, como a luz que cada pessoa possui.
Quando essa lembrança consciente surge durante o processo de autoconhecimento, a pessoa passa a enxergar aspectos que antes não percebia. Ela compreende melhor seus pais, sua forma de pensar e seu estado emocional. Sua consciência se amplia em relação aos próprios progenitores, pois todas essas informações sempre foram percebidas, apenas não estavam acessíveis à consciência.
Esse é um exemplo de como podemos perceber aspectos interiores das outras pessoas que permanecem ocultos aos órgãos sensoriais físicos, mas não aos espirituais. Da mesma forma, também podemos perceber aspectos de nós mesmos, de nosso emocional e de nossa mente. Entretanto, normalmente já temos certa consciência do que pensamos e sentimos, por isso essas percepções costumam parecer menos extraordinárias.
O interessante é que esse processo de perceber aquilo que não é captado pelos órgãos sensoriais físicos, segundo esta visão, possui uma natureza espiritual. A Psicologia, muitas vezes, não reconhece essa dimensão, embora vivencie processos semelhantes em sua prática. Além disso, apesar de Freud ter sido cético e de muitos estudantes serem incentivados, em diversas faculdades, a não acreditar em questões religiosas ou relacionadas à alma, essas experiências continuam sendo observadas sob diferentes perspectivas.
Ao recordarmos acontecimentos, percebemos momentos específicos. Porém, muitas vezes, também percebemos padrões de nosso próprio comportamento, como orgulho, vaidade, inveja, amor, carinho e muitas outras qualidades ou dificuldades. Nesses casos, percebemos padrões de consciência, e não apenas pensamentos ou fatos isolados. Segundo esta compreensão, esse fenômeno só pode ser explicado por uma percepção que vai além dos órgãos sensoriais físicos, envolvendo também nossos órgãos perceptivos espirituais.

 

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