Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Aceitação
Aceitar totalmente a si mesmo do jeito que é e pelo que faz, aceitar os outros do jeito que são e pelo que fazem, e aceitar a realidade da forma como ela é. Assim, não ficamos presos a exigências que inventamos.
Nós exigimos de nós mesmos que sejamos da forma que não somos e que façamos coisas diferentes do que fazemos, e o mesmo acontece com os outros. Também não aceitamos a realidade da forma como ela é, inventando ideias sobre ela apenas para que nos agrade, quando, na verdade, ela é o que é.
Quando a realidade, os outros ou nós mesmos se apresentam da forma que realmente são, buscar meios de nos enganar consome muita energia e se torna uma prisão mental.
Não se Importar com o que os Outros Pensam
Estar preso à opinião alheia faz com que a pessoa vigie seu modo de agir, de falar ou até mesmo suas expressões faciais. Essas são formas de limitar a liberdade.
A aceitação também nos ajuda muito a não nos importarmos com a opinião dos outros. O que importa é aquilo que você é de verdade.
Desprendimento
Nós podemos ter e usufruir do que temos de bom, mas é importante conseguirmos viver sem essas coisas caso elas faltem.
É como dizem: a liberdade não é você possuir as coisas, mas as coisas não possuírem você.
Apego é não conseguir viver sem algo.
O amor é a melhor coisa do mundo; é a espiritualidade e também o resultado dela, pois, quando nos autoconhecemos, aumentamos um pouco nossa capacidade de amar.
Mas a incapacidade de conseguirmos viver sem alguém que nos cause amor é um aprisionamento para nós e para o outro.
Podemos amar cada vez mais e melhor, mas não podemos aprisionar.
O mesmo vale para as coisas materiais, pois um dia vamos abandonar este mundo físico e não levaremos nada material conosco. O amor, as lembranças e a espiritualidade nós levamos, mas não há como levar qualquer bem material.
Existem pessoas que ficam presas à matéria depois da morte porque estão muito apegadas aos seus bens, dos quais já não podem ter posse nem usufruir.
Desprendimento não é se libertar do material ou de quem nos causa amor, mas sim deixar de depender deles para viver.
Perdão
Nós ficamos presos a emoções tóxicas até perdoarmos, e precisamos fazer isso tanto com os outros quanto com nós mesmos.
O perdão é uma qualidade do amor e um grande aliado para aumentá-lo, já que ele produz autoconhecimento.
Autoconhecimento
O autoconhecimento nos liberta de diversas amarras mentais que nos fazem sentir presos a algo, sejam sentimentos ruins, pensamentos ou comportamentos.
É assim que conseguimos a verdadeira liberdade.
Ter um problema mental, emocional ou comportamental que gera sofrimento é uma prisão.
O autoconhecimento e a fé nos libertam.
Podemos estar presos a pensamentos obsessivos, à depressão, à tristeza, à bipolaridade, à anorexia, à obesidade, a emoções tóxicas, a hábitos ruins, às drogas — incluindo o álcool —, a outros vícios etc.
Nosso trabalho é nos desprendermos deles e, assim, adquirirmos uma liberdade interior.
Coisas que Produzem uma Falsa Liberdade
1 – Independência dos outros
Nós sempre estaremos onde existem vidas, e, nelas, sempre existe a oportunidade de amar.
Achar que não dependemos de ninguém é uma ilusão fria.
Essa independência tem um nome no Cristianismo: soberba, um pecado capital.
2 – Poder
Para isso, é preciso dinheiro ou conseguir burlar as regras da lei para não sofrer consequências pelos próprios atos.
Tudo volta; toda ação produz frutos.
Se usamos mal o poder, é porque somos frios. Assim, não temos o sentimento de liberdade, que é algo espiritualmente elevado e que vem junto com o desprendimento, o amor, a aceitação e a elevação da consciência.
Para sentir a liberdade, é preciso ter esse sentimento.
Existem coisas que fazemos nas quais podemos nos sentir livres, e isso acontece porque temos espiritualidade para isso.




