Por: Ryath
Hoje em dia, temos muitas respostas sobre as situações psicológicas, mas, na época de Buda, elas não existiam.
Buda teve um grande conhecimento sobre si mesmo e, assim, desbravou muitos conteúdos sobre o conhecimento humano. Dessa forma, o Budismo também é uma psicologia.
Uma das grandes sacadas de Buda é sobre a condição humana, na qual sempre buscamos algo. Essa busca está relacionada à realização de desejos, e esses desejos nos levam para muitos lugares, mas não mudam a condição de continuarmos tendo desejos.
Nós costumamos achar que, quando realizarmos um desejo, chegaremos ao final de uma busca, mas não existe final. A vida é eterna, e sempre surgem novos desejos e novas buscas.
Costumamos achar que, quando realizamos um grande desejo, uma grande vontade, finalmente estaremos satisfeitos e felizes, mas não é isso que costuma acontecer.
O Desejo em Seres Cobiçosos
Pessoas cobiçosas pelo material têm grande desejo por riqueza e, assim que conseguem uma riqueza, querem outra, querem mais...
Se uma dessas pessoas quer uma prata e a consegue, depois quer ouro. Tendo esse ouro, depois quer uma esmeralda, e depois um diamante, e assim por diante.
É por isso que políticos roubam mesmo tendo fortunas incalculáveis, com tanto dinheiro que jamais conseguiriam usar nem 1% dele, vivendo no extremo luxo. Mesmo assim, continuam roubando.
Os Desejos que Nascem na Falta
Ter um emprego, ter um relacionamento amoroso, ter amigos ou bons amigos, uma casa, liberdade etc.
Ao conseguirmos realizar esses desejos, a vida continua com eles. Se antes tínhamos uma falta, depois surgem situações insatisfatórias ou problemas relacionados a essas conquistas.
Por exemplo, na falta de um emprego, temos a falta de dinheiro. Mas, ao conseguirmos um emprego, temos cobranças, oito horas ou mais de serviço por dia, podemos ter um chefe abusivo, problemas com colegas etc.
Ou, tendo um relacionamento, podemos ter um relacionamento insatisfatório ou com problemas, como uma má sogra, discussões e brigas. Podemos querer ser mais reconhecidos pelo parceiro ou pela parceira, a pessoa pode não dar ouvidos para nós, pode jogar suas frustrações em cima da gente etc.
Todas essas situações geram uma insatisfação e um desejo de que as coisas sejam diferentes. O desejo não acaba.
Mas, dependendo do relacionamento ou do emprego, é melhor tê-los do que não tê-los. Isso, porém, não significa satisfação plena nem o fim da busca.
Os Desejos dos Iluminados
Diz-se que os iluminados não têm tantos desejos assim, principalmente desejos próprios ou desejos do ego. Por isso, essa busca desenfreada por algo que acreditamos que vai trazer satisfação ou felicidade acaba.
Na iluminação, atingimos a plenitude, então não precisamos de tantas coisas. Ao mesmo tempo, a plenitude é algo maravilhoso, uma felicidade gigantesca.
Mas a iluminação não é o final da vida. Os iluminados se casam, têm filhos, empregos etc., mas vivem mais satisfeitos e felizes. O amor pode tornar a vida ainda melhor, junto com a plenitude, e, estando neste mundo físico, também precisamos sobreviver.
Escala dos Desejos
Em níveis inferiores de consciência, o ser é egoísta e tem desejos cobiçosos, além dos desejos que nascem da falta.
Em níveis melhores de consciência, os seres são altruístas, então abandonam o egoísmo e, consequentemente, os desejos cobiçosos, mas ainda têm os desejos que nascem da falta.
Em níveis mais altos de consciência, os seres são iluminados. Então, vivem outros níveis de desejos, nos quais os desejos próprios não são tão importantes, e os desejos do ego não existem mais.
Os desejos do ego são os desejos de superioridade, de prejudicar o outro, de vaidade, entre outros.
É muito bom alcançar a iluminação.
O Budismo e, aqui no site, temos técnicas para que se atinja a iluminação em uma só vida.





