Por: Ryath (Inspirado pelo Senhor da Luz Prateada)
Por trás de todas as formas de culto religioso estão as mesmas forças, porém representadas de maneiras diferentes, como os diversos tipos de mitologias, os nomes atribuídos, as formas de culto e a humanização das deidades. Tudo isso são formas de representação.
A representação escolhida pelos cristãos foi trazer as energias divinas por meio da imagem dos santos católicos. Já no Budismo, essas energias são representadas por seres iluminados, também chamados de santos nessa tradição religiosa.
Existem muitas formas de trazer as energias cósmicas e universais para as religiões. Essas energias são emitidas por seres que, em muitas tradições, são chamados de deidades e, na Umbanda e em outras religiões de matriz africana, recebem o nome de Orixás.
Como não era permitido aos escravizados de origem africana cultuarem suas deidades, pois isso era considerado paganismo ou até mesmo algo demoníaco, surgiram preconceitos que persistem até os dias de hoje.
Agora eu pergunto: quem estava destruindo e abusando da vida dos outros: os escravizados ou aqueles que se consideravam seus "donos", que eram cristãos?
Quem estava praticando o bem: os cristãos que escravizavam, chicoteavam, alimentavam mal e abusavam dos afrodescendentes, ou os escravizados?
Mesmo assim, as crenças dos escravizados eram vistas como malignas. Entretanto, por trás de todas as formas de culto religioso estão as mesmas forças, que são as deidades responsáveis por irradiar as energias de Deus.
A energia emitida é divina, vem de Deus, e é Ele quem dirige tudo o que existe, inclusive as deidades, que foram criadas para realizar esse trabalho em benefício de toda a criação.
Tudo é formado pela energia divina ou pela essência divina. Deus retira uma porção de Si e, com ela, cria uma alma.
A alma também pode ser chamada de essência.
Muitas pessoas veem os Orixás de forma negativa, mas veneram os santos de forma positiva. Segundo este entendimento, isso é um preconceito, pois tanto uns quanto outros canalizam as mesmas energias.
Todas as formas de culto voltadas para a luz trazem a energia divina.
Como os cultos aos Orixás eram proibidos, os escravizados não criaram, por meio do sincretismo, uma forma totalmente nova de culto. Eles utilizaram exatamente o mesmo princípio empregado pelos católicos: recorrer às imagens dos santos para acessar as mesmas energias universais e cósmicas presentes em todas as formas de culto.
Assim, o culto por meio dos santos não representou uma nova forma de atuação espiritual, mas a utilização do mesmo princípio já presente no Catolicismo: a manipulação das energias emitidas por Deus por intermédio das deidades, chamadas de Orixás.
O sincretismo não trouxe uma nova forma de culto, mas acrescentou conhecimento. A forma de culto tornou-se semelhante à praticada pelo Catolicismo.
Todas as religiões utilizam a energia proveniente da mesma fonte, oferecida por Deus e pelas deidades.
Segundo este entendimento, todas as religiões possuem a mesma origem energética. O que muda são as representações, os nomes e as formas de culto, mas a fonte permanece a mesma.
Os conflitos entre as religiões seriam provocados pela busca de domínio por parte de alguns líderes religiosos, que desejam poder e dinheiro e utilizam o nome de Deus para conquistar seguidores.
Deus não pertence a nenhuma religião. Entretanto, auxilia as pessoas em suas crenças por meio da energia divina. Segundo este entendimento, essa ajuda acontece por intermédio de três instâncias: Deus, as deidades ou Orixás e os espíritos de luz.
Nas religiões, recebemos auxílio dessas três formas de vida espiritual, seguindo uma hierarquia: Deus em primeiro lugar, as deidades em segundo e os espíritos ou outros seres espirituais em terceiro.
Somos amparados por esses três grupos de seres. Já aqueles que utilizam a religião para exploração, egoísmo ou dominação fazem uso do nome de Deus, das deidades e dos espíritos em benefício próprio.
Assim, não estariam apenas se aproveitando dos fiéis, mas também utilizando, em benefício próprio, o nome de Deus, das deidades e dos espíritos.
O sincretismo, segundo este entendimento, não foi uma novidade, mas uma adaptação baseada em práticas já existentes no Catolicismo.
Também existem manipulações de fatos históricos e da forma como aprendemos a história. Segundo este entendimento, isso ocorre para que determinadas religiões que utilizam o poder e a influência possam manter e ampliar sua posição de domínio.





