Por: Ryath
O Budismo ensina que tudo é passageiro, que tudo o que é ruim ou bom tem seu tempo para acontecer e que nós não desejamos o que é mau, mas sim o que é bom.
Porém, como nada é eterno, apesar de desejarmos que as coisas que gostamos durem para sempre, elas passam. Assim, o Budismo ensina que o mais lógico a fazer é desenvolver o desapego.
Isso ocorre porque sofremos quando perdemos o que é bom, e, justamente para acabar com esse sofrimento, devemos cultivar o desapego.
O Budismo é uma filosofia que ensina a extinguir o sofrimento, abordando, muitas vezes, verdades difíceis, pois não queremos perder o que é bom em nossa vida.
Mas o desapego não é abandonar tudo materialmente, como muitas pessoas pensam. Não significa largar tudo e passar o dia meditando.
O desapego é simplesmente não sofrer com aquilo que perdemos.
Desapego não é pobreza ou miséria; é conseguir estar bem mesmo diante da perda de algo positivo em nossa vida.
Como ensina aquela bela frase: “Não é que você não deva possuir nada, é que nada deva possuir você”.
O desapego é uma característica interna.
Os Budas, ou seres iluminados, possuem gostos, têm prazeres e usufruem deles.
Para não sofrer quando perdemos algo bom, é importante desenvolver o autoconhecimento, pois é isso que traz o desprendimento.
Não é algo instantâneo, mas um processo progressivo e gradual.
E não, não existe a “verdade inconveniente” de que você precisa abandonar tudo materialmente ou viver na pobreza.
Na realidade, você não precisa abandonar nada; precisa se autoconhecer e praticar o desenvolvimento espiritual. Assim, estará, pouco a pouco, afastando-se do sofrimento e caminhando em direção à felicidade, à espiritualidade e ao aumento de seus bons sentimentos.




