O Desenvolvimento da Mediunidade e a Incorporação Espiritual

Por: Ryath
A mediunidade é um dom que se desenvolve com o tempo por meio do estudo, da prática, da dedicação, da humildade e da honestidade. No início, ela costuma ser muito sutil e, por isso, muitas pessoas podem não perceber que são médiuns. À medida que o médium aprende e pratica, sua capacidade mediúnica vai se fortalecendo, permitindo que ele trabalhe melhor em benefício das pessoas e sob a orientação dos mentores espirituais.
Existem diversos tipos de mediunidade, como psicografia, incorporação, clarividência, clareaudiência e intuição. Cada uma delas pode ser aperfeiçoada com disciplina e aprendizado. Além disso, o ego e as opiniões pessoais do médium podem interferir na comunicação espiritual, tornando o estudo e o autoconhecimento fundamentais para distinguir aquilo que vem do espírito daquilo que é influência da própria mente.
Na Umbanda, durante a incorporação, o médium entra em um estado de transe que pode variar de pessoa para pessoa. Quanto mais profundo o transe, menor costuma ser o nível de consciência do médium. Já em um transe mais leve, ele permanece mais consciente do que acontece ao seu redor e pode aprender com os ensinamentos transmitidos pela entidade. Durante uma mesma incorporação, o nível de transe pode variar, e é comum que o médium esqueça parte do atendimento ao retornar, lembrando-se de alguns detalhes somente mais tarde.
A incorporação acontece por meio de um acoplamento energético entre o espírito e o médium. Nesse processo, a entidade utiliza ondas mentais e determinados chakras para estabelecer a ligação, principalmente o Chakra Umeral e outro localizado na nuca. Cada tipo de entidade utiliza os centros de energia mais adequados ao trabalho que realiza, conforme o aprendizado recebido nas escolas do Plano Espiritual.
Como esse trabalho exige grande movimentação de energia, tanto o espírito quanto o médium passam por um intenso intercâmbio energético. O médium que trabalha regularmente em um templo de Umbanda recebe energias para realizar sua missão de auxílio ao próximo, enquanto a entidade também utiliza suas próprias energias para orientar e amparar os consulentes.
Por isso, o desenvolvimento mediúnico exige responsabilidade, treinamento e disciplina. Quanto mais o médium aprende a permitir que os mentores espirituais conduzam a comunicação, menor é a interferência de suas próprias ideias e maior é a possibilidade de prestar um atendimento equilibrado, fraterno e voltado ao bem das pessoas.

 

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