O Desenvolvimento Religioso e Científico da Humanidade

Por: Ryath (Inspirado por Marcelinho)
Antiguidade
Nas eras antigas da humanidade surgiram as primeiras noções de ciência e religião, como a matemática, a astronomia baseada na observação do céu, que estava intimamente ligada à astrologia, e as religiões tribais, que possuíam muitos elementos em comum.
Essas antigas tradições já apresentavam conceitos que encontramos em muitas religiões até hoje, como a existência de um Deus, de outras divindades, da vida após a morte, da reencarnação e de mundos ou dimensões habitados por espíritos.
Por que a matemática não se perdeu? Por que os conhecimentos sobre astronomia, astrologia e as noções religiosas sobre o ser humano e o divino permaneceram?
A resposta é que todas essas áreas se desenvolveram e se aperfeiçoaram ao longo da história.
500 Anos Antes de Cristo
O pensamento humano ganhou grande desenvolvimento cerca de 500 anos antes de Cristo, com Sócrates, Platão e Aristóteles, no Ocidente, formando a Filosofia, que englobava conceitos espirituais como alma, Deus, divindades, reencarnação, mundos espirituais inferiores, superiores e elevados, como o Mundo das Ideias de Platão, além da ética e da moral como expressões do amor.
No contexto científico, esse desenvolvimento também se manifestou por meio da matemática e da geometria, com Platão, Aristóteles e Pitágoras. Este último foi filósofo, cientista, místico e esotérico, e devemos a ele grande parte do desenvolvimento científico da época. Em seus estudos, trabalhava a matemática juntamente com a numerologia e a geometria em conjunto com a magia.
No Oriente, esse grande desenvolvimento também ocorreu aproximadamente 500 anos antes de Cristo, com Lao-Tsé, Confúcio e Buda.
Grande parte do desenvolvimento científico da Antiguidade ocorreu em conjunto com o desenvolvimento espiritual, como a Medicina Védica, a Medicina Chinesa e a Medicina Tibetana, a astronomia ligada à astrologia, a matemática à numerologia, a geometria à magia e a alquimia às descobertas químicas, como, por exemplo, a metalurgia.
Religiosamente, o mundo quase sempre acreditou na vida após a morte, em Deus, em divindades, na reencarnação e na existência de planos espirituais elevados e inferiores.
Todas as religiões antigas acreditavam em divindades.
Depois de Cristo
Jesus foi judeu e trouxe uma grande revolução. Enquanto muitos ensinamentos judaicos apresentavam um Deus associado à vingança e aos sacrifícios, Cristo ensinou um Ser Supremo essencialmente bondoso.
Jesus deu grande ênfase ao amor e ao perdão, que também são práticas de desenvolvimento espiritual.
Hoje, muitas pessoas não possuem a mesma compreensão sobre o conceito de divindades porque, ao longo da história, houve uma manipulação do Cristianismo — não dos ensinamentos de Jesus, mas de interpretações posteriores — que passaram a combater a ideia das divindades com o objetivo de impor sua religião sobre outras, partindo do pressuposto de que existia apenas um Deus verdadeiro.
Por isso, atualmente estudamos a divisão entre religiões politeístas e monoteístas. Entretanto, segundo essa compreensão espiritual, essa divisão não representa a realidade, pois as divindades nunca ocuparam o lugar de Deus, que continua sendo seu Criador, existindo uma infinidade delas.
Contudo, existe apenas um Deus, tanto para aqueles que acreditam em divindades quanto para aqueles que não acreditam.
As divindades não são Deus, mas auxiliares de Sua obra.
O Cristianismo passou a adotar os anjos no lugar das divindades, mas ambos representam o mesmo tipo de seres espirituais.
A reencarnação também foi retirada do Cristianismo, assim como diversos outros conhecimentos espirituais. Esses ensinamentos eram muito semelhantes aos da própria religião ensinada por Jesus, pois, como já dissemos, os conhecimentos apenas foram se desenvolvendo ao longo do tempo, da mesma forma que acontece com a ciência.
Antigamente, as pessoas oravam às divindades; posteriormente, essa prática foi substituída pela oração aos santos católicos.
Época Medieval
A ciência, que continuava a se desenvolver, sofreu forte repressão, assim como as religiões não cristãs, pois muitos de seus conhecimentos contrariavam interpretações do Cristianismo da época, como a ideia de uma Terra plana sobre a qual o Sol, a Lua, as estrelas e as nuvens giravam, sustentados por estruturas invisíveis.
A ciência e as demais religiões eram reprimidas por meio de penas de morte, torturas e difamações, sendo frequentemente associadas ao demônio.
As torturas praticadas nesse período foram impensáveis, horrendas e verdadeiras atrocidades.
Era Moderna e Contemporânea
Antes de entrarmos na Era Moderna, é importante lembrar que do Judaísmo surgiu o Cristianismo, e de divergências entre as tradições judaico-cristãs surgiu o Islamismo, que também absorveu muitos elementos dessas religiões.
Essas são hoje as religiões mais influentes do mundo e, diferentemente de muitas outras tradições, não adotam o conceito de divindades. Entretanto, são apenas algumas entre as diversas religiões existentes.
Ainda existem religiões que cultuam divindades, como o Taoismo, o Budismo, o Hinduísmo e diversas outras, que também possuem grande número de seguidores, embora não sejam as mais numerosas.
As religiões predominantes exercem grande influência sobre a opinião das pessoas e até mesmo sobre outras religiões.
Como consequência da repressão sofrida durante séculos, surgiu, dentro da própria ciência, uma reação contra a religião. Desenvolveu-se então a ideia filosófica de que as doutrinas espirituais fazem mal às pessoas, servem para dominá-las ou são irreais.
Diversos cientistas que participaram dessas mudanças possuíam posições ateístas, como Freud e Einstein.
Freud, inclusive, expulsou Carl Jung da Sociedade Psicanalítica por este defender ideias religiosas.
Quando ouvimos hoje afirmações de que a mediunidade seria apenas um caso de dupla personalidade ou de que as Experiências de Quase Morte seriam exclusivamente consequência da falta de oxigênio no cérebro, devemos lembrar que também existem pesquisas sérias que apontam para interpretações diferentes e que são divulgadas neste site.
Se alguém acredita que a ciência, por si só, não pode ser manipulada, basta lembrar que, durante a época da escravidão, existiram laudos científicos afirmando que pessoas negras eram inferiores às pessoas brancas.
Assim como a religião, a ciência também pode ser manipulada.
A ciência evoluiu muito. A religião também evoluiu. Hoje, com a modernidade e a internet, temos acesso ao conhecimento de ambas de maneira muito mais fácil.
Fiquem com a luz.
Seres de Luz

 

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