Por: Ryath
Na época, minha terapeuta, em específico, havia me convencido de que religião era tudo invencionice.
E, por causa dela e de ateus, fui atrás de pesquisas, pesquisas que escrevi sobre elas e divulguei no site, que me deram a confiança de que continuamos a existir após a morte.
Eu achava que as respostas estavam na ciência, e não na religião.
Foi quando um primo meu, que ia para um centro de Umbanda pedir ajuda para seus problemas e não queria ir sozinho, me chamou.
Era um lugar superlonge, a mais de uma hora de casa.
Chegando lá, havia cantorias e danças, e esperávamos para sermos atendidos e falar com um espírito através de uma médium encarnada, pois a Umbanda trabalha assim.
Lá, eu sentia uma energia muito forte, que me convenceu de que o fenômeno era real, diante de tantas pessoas que me diziam que religião era uma bobagem: minha terapeuta, pessoas da família e pessoas da faculdade de Psicologia.
Essa energia que eu sentia era uma luz muito forte, mas também cheia de lama.
Anos depois, contei sobre essa energia para uma pessoa do centro do qual faço parte hoje em dia, e ela me contou que isso significava que o local era muito bom, mas os dirigentes e os médiuns não haviam conseguido fazer a limpeza energética do local.
A luz são as coisas boas, e a lama é a sujeira.
Quando fui atendido, fui tratado com tanto amor que eu nem sabia o que era aquilo na época. Foi uma anciã, também chamada de “Preta Velha”.
Fiquei uma hora conversando com ela. Eu era muito ligado ao Budismo, apesar de não ter uma crença. Buscava minha iluminação, algo que li em um livro sobre Zen, que dizia que não existia vida após a morte. Essa é a visão de uma escola budista, mas eu acreditava na iluminação e buscava isso para minha vida.
Perguntei para a Anciã se eu atingiria a iluminação.
Então, ela respondeu:
— Por que você busca a iluminação?
E eu, sem saber direito a resposta do porquê disso, disse:
— Porque quero sair desse mundo de sofrimento.
Então, ela disse:
— Você não experimentou nem um terço dos sofrimentos que existem nesse mundo.
Então, eu pensei:
— Um terço é muita coisa! (risos)
A entidade era muito agradável e amável.
Ela disse que eu não sabia nada e que tinha que aprender muita coisa sobre o espiritual.
Ela também me ajudou em minha autoestima. Eu não estava lá com um propósito específico, diferente das outras pessoas, que estavam com problemas e queriam a libertação deles. Mesmo assim, ela foi muito agradável comigo.
Eu estava curioso, conhecendo.
A Anciã me disse que nem todo mundo que se dizia meu amigo era realmente assim.
Também disse que, se um dia eu estivesse em um sofrimento grande, deveria chamar por ela, e me disse seu nome.
O local de Umbanda para onde fui não usava muitos elementos, como velas, e talvez por isso não estivessem conseguindo fazer a limpeza da casa.
Um tempo depois, uma médium ruim, diferente da Umbanda, me encheu de dúvidas na cabeça. Disse que eu não ficaria com a pessoa que namorava na época, por quem eu tinha um amor imenso, pois ela havia sido contratada para isso. Isso me deixou em conflito e sofrimento, coisa que me afastou das crenças mediúnicas.
Como a maldade pode prejudicar um trabalho bonito, não é verdade?
Mas me esclareceram isso na época, tanto a terapeuta, que me induziu à falta de crença em uma religião, quanto, depois, na casa da qual faço parte hoje em dia.
Disseram-me que eu iria me casar com essa pessoa que tanto amei, o que se concretizou, e que depois a perdi na pandemia.
Entrei nessa outra casa de Umbanda depois de algum tempo, alguns anos depois, com muito sofrimento. Fui acolhido por ela, o Águas de Luz, e comecei a trabalhar lá. Isso me ajudou e mudou minha condição, mas isso, meus amigos, já é outra história...
Até hoje, só conheci esses dois locais.
A Umbanda não é a única religião verdadeira; todas são.
Todas as religiões são caminhos para Deus, e a Umbanda não se coloca como a única nem como a melhor. E isso é humildade, ou ausência de ego.
Fiquem com luz.
Seres de Luz.
Espero, de coração, que vocês tenham gostado.
Um forte abraço.





