Por: Ryath
Reverendo Genshô define o Budismo como uma religião que se dedica a acabar com as ilusões, processo que também é descrito como o despertar para a realidade.
Porém, é importante que se diga que essa não é a única missão do Budismo, mas a principal, pois a crença de Buda fala em cosmologia, vida após a morte, renascimento e karma. Embora isso não seja um destaque para ela, também existe uma pequena missão de trazer conhecimentos religiosos.
O nome Buda significa “aquele que despertou” e, apesar de ser um termo usado para nomear o criador do Budismo, também é aplicado a qualquer ser que tenha despertado das ilusões e atingido o Nirvana.
Na palavra Buda, “Bud” significa despertar, já o “a” significa “aquele que”.
Buda é aquele que despertou, que está acordado das ilusões.
Sidarta Gautama, que é o nome de nascimento do criador do Budismo, propôs um caminho de oito vias para atingir o Nirvana, que, resumidamente, consiste em se abster de fazer o mal, fazer o bem, praticar a meditação e a atenção plena, que é viver o aqui e o agora, que é viver o absoluto.
As etapas dessas oito vias são: o pensamento, a fala, a ação, o modo de vida, a compreensão e a ação desprovida de qualquer intenção maldosa, mas sim bondosa.

E o complemento dessas oito vias são a meditação e a atenção plena.
Uma coisa curiosa no Budismo é que ele parte do princípio de que todos os seres têm ilusões. Isso é difícil de aceitarmos em parte, pois não enxergamos isso, e pode ir contra nosso orgulho e nossa vaidade.
Mas a Psicologia confirma isso com a noção de inconsciente, que é uma região da mente oculta, da qual não temos consciência. Nela estão diversas informações sobre nós e tudo o que vivenciamos. Todo mundo tem isso; ninguém é 100% consciente de tudo, e nem o Nirvana traz toda essa informação para nós. Então, o despertar no Nirvana não é a saída total de todas as informações que estão na mente e que não conhecemos.
A conscientização de nós mesmos nos remete ao nome consciência, que é aquilo que sabemos, mas muitas coisas estão ocultas de nós, e o autoconhecimento é a descoberta dessas informações.
No Budismo existem muitas informações e práticas, e elas têm o objetivo de tirar o homem de suas ilusões, na medida do possível, e nos fazer atingir o Nirvana, o que também é possível. É a isso que se dedica, em grande parte, a religião de Sidarta Gautama.
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