Por: Ryath
Muitas vezes não vemos Deus como o criador de nossa vida, mas sim nossos pais.
Nossos pais criaram o corpo, mas Deus criou a alma.
Muitas vezes não vemos Deus como nosso Pai, mas sim como algo distante, quando, na verdade, Ele é o mais próximo que existe, pois nós somos um pedacinho Dele. Ele deu esse pedacinho Dele para nos dar a vida.
Às vezes vemos amigos como pessoas próximas, pais, familiares, mas não Deus.
E, se não vemos Ele como nosso Pai, como vemos Ele então?
Esse pedacinho nosso que é Deus, que é nossa essência, nossa alma, está conectado a Ele e a tudo o que existe, pois tudo é Ele. Somos um pedacinho, mas os outros são outros pedacinhos, seja um ser humano, um cachorro, um inseto, uma planta etc.
Quando vemos nossos pais como nossos pais, mas Deus como algo distante, podemos vê-Lo, sem perceber, claro, como um padrasto.
Nossos pais são nossos pais, mas Deus não fica ocupando esse lugar também, então O vemos, sem perceber, como um padrasto.
Não adianta esconder nada de Deus, pois Ele é onisciente e nos perdoa em tudo, pois Ele não pensa em si mesmo, mas somente nos outros, e está sempre a nos ajudar, dentro da Lei e da Justiça divinas, assim como também dentro do nosso livre-arbítrio, coisa que Ele respeita sempre.
Tenha Deus como Pai e amigo, pois Ele não pensa mal de ninguém, ama todos demais e quer o bem de todos.
Deus ama a todos igualmente, seja Jesus, Buda, Napoleão, Hitler etc., pois Ele criou a todos e não vê distinções. Quer o nosso melhor, mas nos deu livre-arbítrio para lidarmos com nossos karmas.
Deus não faz distinção entre ninguém, pois Ele criou a todos, todos somos seus filhos.
Muitos acreditam que Deus ama mais quem faz mais o bem, quem é melhor, pois é isso que Ele deseja, mas se esquecem de que está nas Escrituras que o nosso Divino Pai ama a todos igualmente, que não faz distinção, mas que todos temos que lidar com os frutos de nossas ações, sejam boas ou ruins. E é aí que eu gosto muito de um ensinamento de Buda, que é assim:
“Se seus atos servem à virtude ou aos vícios, tudo é importante, pois toda ação acarreta frutos. Se procedo mal, sofro as consequências, mas, se procedo bem, eu mesmo me purifico.”
Pensamos que Deus gosta mais dos mais evoluídos, pois é isso que Ele deseja para nós, mas não é assim. Ele ama a todos de forma igual.
O Budismo fala de amor equânime, que é igual para todos, e é assim para Deus. Ele nos ama tanto, mas tanto, mas tanto mesmo, de forma igual a todos.




