Por: Ryath
Uma divindade, em uma cultura ou religião, é uma mesma em outra, porém com roupagens e simbologias diferentes, como humanizações, mitologias e nomes distintos.
Nas iniciações voltadas ao trabalho com forças divinas, os magos iniciados — formadores de mitologias e religiões — conheciam as forças espirituais cósmicas e universais. Para evitar que pessoas mal-intencionadas fizessem mau uso desse conhecimento, eles o codificavam por meio de símbolos e representações dessas forças divinas, que possuem consciência e vida.
Deus Osíris é Obaluaiê, pois suas atuações, elementos e funções são os mesmos. Ambos estão ligados ao elemento terra e regem processos de transformação, sendo associados à evolução e aos ciclos que envolvem a morte.
São conhecidos como deidades da morte e do submundo; contudo, não representam a morte final, mas sim o renascimento e a regeneração. Por isso, também estão associados à cura.
Por serem deidades ligadas à regeneração, simbolizam a transformação, que faz parte do processo evolutivo.
Osíris é uma deidade associada à ressurreição, à renovação da vida e à fertilidade da agricultura.
Obaluaiê, por sua vez, é reconhecido pelo poder de transformar energias negativas e doenças em cura, seja no aspecto mental, emocional ou físico. Tudo isso integra o processo de evolução.
Osíris também é associado à cura, sendo, assim como Obaluaiê, uma figura de proteção contra doenças.
Nesse sentido, tanto Obaluaiê quanto Osíris são representações do arquétipo da cura.
Obaluaiê também é visto como um curador.




