Ensinamentos de Deus em São Francisco de Assis

Por: Ryath
Deus, para São Francisco de Assis, era a fonte de todo o bem e, com isso, ele enxergava a bondade divina em cada detalhe da vida.
São Francisco de Assis queria ser como Jesus Cristo e seguir seus passos. Cristo veio da religião judaica, cuja tradição antiga prega, na Torá — livro que depois passou a compor o Antigo Testamento no Cristianismo —, uma visão de Deus associada à justiça severa, à não aceitação de discordâncias e aos sacrifícios.
Jesus Cristo vem mudar essa visão de Deus e ensina que o Divino Criador de Tudo é infinitamente bom.
Francisco ensina que Deus é um Pai amoroso, infinitamente bom e presente em toda a criação.
Para São Francisco de Assis, todos somos criados por Deus, inclusive os animais e a natureza. Assim, somos todos irmãos, e ele vivia uma fraternidade de amor com todos.
O Sol e a Lua também são criações divinas. Por isso, ele os chama de “irmão Sol” e “irmã Lua”, como aparece em sua oração, o Cântico das Criaturas, que também dá nome ao musical sobre sua vida, o qual indicamos assistir.
O amor de São Francisco de Assis se estendia verdadeiramente a todos, inclusive aos marginalizados. Ele cuidava e beijava leprosos, que eram rejeitados em sua época.
O misticismo de São Francisco de Assis não possui grandes teorias, mas algo muito simples: uma prática de amor, fraternidade e esvaziamento pessoal.
O misticismo do Zen Budismo também enfatiza muito o esvaziamento pessoal como característica da experiência mística e da iluminação duradoura, o Nirvana.
Isso se aproxima do que outras religiões e a Psicologia apontam para alcançarmos experiências de expansão da consciência, que o misticismo cristão chama de integração com Deus, presente em tudo e em todos.
Só precisamos tomar cuidado para não confundir esvaziamento pessoal ou desapego com frieza, pois o amor e a afetividade são o caminho.
Esvaziamento pessoal é não viver para o ego, mas sim para o amor e a afetividade em sentido profundo.
Existe até uma frase do Evangelho de Tomé que diz: “Levantai a pedra e aí me encontrareis; rachai a madeira e eu estou lá”. Acredita-se que essa frase se refira a Jesus Cristo tendo uma experiência de integração com tudo, sentindo-se parte de toda a criação divina.
Existe muito de mística e autoconhecimento nos evangelhos de Evangelho de Maria Madalena, Evangelho de Filipe, Evangelho de Tomé e Evangelho de Judas, que podem complementar a mística cristã de nomes como São Francisco de Assis, Santo Agostinho, São João da Cruz, Santa Teresa de Ávila e Mestre Eckhart.

 

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