Por: Ryath
Estava lendo um texto de um mestre budista que ajudava uma mãe a lidar com a quimioterapia de seu filho.
Essa mulher disse:
— Amanhã começa a quimioterapia. Vai ser muito pesado.
O mestre budista respondeu:
— Não. Amanhã começa a cura.
A situação não mudou, mas, a partir do momento em que tratamos um problema de forma positiva e confiante, nossa maneira de enxergá-lo muda. E, quando mudamos nossa forma de olhar para uma situação, os resultados podem ser muito melhores, além de muito sofrimento ser evitado.
Buda ensinava que atraímos aquilo que sentimos, criamos aquilo que pensamos e que aquilo em que temos fé se torna realidade.
Essa forma de enxergar a vida representa um treinamento psicológico. Por isso, é muito importante cultivarmos pensamentos positivos.
Nesse caso do filho com câncer, se a mãe procurar ajudá-lo a desenvolver fé e pensamentos positivos, tudo poderá caminhar melhor. Para isso, porém, ela também precisa acreditar. Se todos transmitirem confiança e fé ao paciente, ele poderá absorver essa força e, segundo esse entendimento, isso poderá contribuir para transformar sua realidade. A fé e a positividade de todos podem favorecer o sucesso da cura, além de evitar sofrimentos psicológicos provocados pelo medo de que algo dê errado.
Não tenha medo. Procure mudar ao máximo sua perspectiva e acreditar sempre na cura. Segundo esse entendimento, esse é o caminho para o sucesso. Ensine seu filho a confiar e acreditar que tudo dará certo. Isso alivia muito o sofrimento e pode favorecer bons resultados. Acima de tudo, o mais importante é que o próprio paciente acredite, pois é ele quem está vivendo essa situação.
Não permita que as inseguranças tomem conta de você, pois, segundo esse entendimento, os sentimentos podem ser percebidos pelo inconsciente do paciente, dificultando seu processo de recuperação.
Se todos enxergarem o paciente como alguém forte e capaz de alcançar a cura, ele também poderá se fortalecer com essa atitude positiva.
Quando acreditamos que conseguiremos vencer, não há motivo para sofrer psicologicamente por antecipação. Assim, permanece apenas o sofrimento físico provocado pela quimioterapia, e não o sofrimento causado pelo medo do fim da vida. Segundo esse entendimento, pensar e sentir de forma positiva favorece a vitória.
Os próprios médicos já observam que, quando o paciente lida bem com a situação, os resultados tendem a ser melhores. Mesmo que muitos deles não tenham uma crença religiosa, essa percepção pode surgir da experiência adquirida ao acompanhar um grande número de pacientes.





