Por: Ryath
O Dzogchen é praticado pelas quatro principais escolas do Budismo Tibetano: Nyingma, Kagyu, Sakya e Gelug. Entretanto, é especialmente importante na escola Nyingma, a mais antiga delas, na qual é considerado o ensinamento supremo.
O Dzogchen é visto como o conjunto de ensinamentos mais elevados do Budismo Tibetano. Essa tradição utiliza mantras, mandalas e uma meditação muito semelhante, ou até igual, ao Zazen do Zen-Budismo.
Uma de suas práticas é a técnica da auto-libertação (rang-grol), na qual o praticante aprende a observar os pensamentos e as emoções para que eles se dissolvam por si mesmos, sem a necessidade de reprimi-los ou modificá-los.
Na auto-libertação, em vez de lutar contra a mente, suprimi-la ou tentar consertá-la, o praticante repousa na consciência pura.
A técnica consiste em permanecer no momento presente, sem se apegar ao passado, sem se distrair com o presente e sem antecipar o futuro, permitindo que a mente descanse em seu estado natural.
Os pensamentos são vistos como manifestações que surgem e desaparecem em um grande vazio luminoso. São como um risco feito sobre a superfície de um rio, que logo se dissolve.
Nessa técnica, não se faz absolutamente nada com as emoções; apenas se reconhece que elas não possuem solidez.
Reconhecem-se emoções como a raiva, a cobiça e a inveja, por exemplo, sem negá-las, sem apego e sem tentar distorcer a realidade por não aceitá-la como ela é. Dessa forma, a mente permanece repousando em seu estado puro.
Aprendi que, quando enxergamos, aceitamos e assumimos nossos defeitos e pontos negativos, eles vão se dissolvendo por si mesmos e, em seu lugar, começam a surgir virtudes e qualidades luminosas.
Os ensinamentos do Dzogchen exigem iniciações e instrução pessoal de um lama (mestre) qualificado.
O Dzogchen também parte do princípio de que todos já possuem a natureza de Buda dentro de si, ou seja, a natureza iluminada.





